ADM eleva projeção de lucro para 2026 após ganho robusto no 2º trimestre
Trading americana ADM lucra US$ 908 milhões no 2º trimestre e aumenta projeção de lucro por ação para 2026, apoiada em margens fortes de esmagamento e biocombustíveis.

A Archer-Daniels-Midland (ADM), uma das maiores tradings de commodities agrícolas do mundo, registrou lucro de US$ 908 milhões no 2º trimestre e decidiu elevar sua projeção de lucro ajustado por ação para 2026, apoiada em margens fortes de esmagamento de oleaginosas e maior clareza na política de biocombustíveis nos Estados Unidos.[1][7][9]
O que aconteceu
A ADM reportou um trimestre mais forte, com avanço do lucro líquido impulsionado pelos segmentos de esmagamento de oleaginosas e soluções de carboidratos, especialmente etanol.[7][9] A melhora nas margens industriais e na demanda por biocombustíveis renováveis ajudou a compensar desafios em outras áreas do negócio.[1][7]
Com esse desempenho, a companhia revisou para cima sua projeção de lucro ajustado por ação em 2026, passando de um intervalo anterior de US$ 3,60 a US$ 4,25 para US$ 4,15 a US$ 4,70.[1][7][9] O movimento reflete maior confiança na rentabilidade futura, com ambiente regulatório mais previsível para combustíveis renováveis.
A empresa destacou que a clareza recente na política federal de biocombustíveis dos EUA oferece uma estrutura regulatória estável, reduzindo o risco associado aos mandatos de mistura e favorecendo decisões de investimento em esmagamento e etanol.[1][7]
Por que importa para o agro
Para o produtor e a indústria de grãos, o ajuste de cenário da ADM indica demanda firme por soja e milho para esmagamento e etanol, sustentando preços e margens ao longo da cadeia.[1][7] Margens mais atrativas na indústria de processamento tendem a estimular a originação e a competição por matéria-prima, especialmente em exportadores como Brasil e Argentina.
A maior clareza na política de biocombustíveis dos EUA também reforça o papel dos óleos vegetais e do milho na matriz energética, mantendo a agricultura conectada ao mercado de energia.[1][7] Isso abre espaço para contratos de longo prazo, investimentos em logística e eventuais prêmios de qualidade, beneficiando cooperativas, tradings locais e agroindústrias brasileiras integradas ao fluxo global.
Dados e contexto
Nos últimos trimestres, a ADM vinha trabalhando com uma projeção mais conservadora para 2026, na faixa de US$ 3,60 a US$ 4,25 por ação, condicionada à evolução da política de biocombustíveis e às margens de esmagamento.[3][8] Com a melhora do ambiente e o resultado mais forte deste ano, o intervalo foi elevado para US$ 4,15 a US$ 4,70.[1][7][9]
O 2º trimestre recente marcou retomada dos ganhos, após períodos de pressão em 2025, quando o lucro e o guidance anual foram revisados para baixo diante de preços mais baixos e volatilidade regulatória.[3][4][6] Agora, com margens mais saudáveis, a empresa projeta cenário “construtivo” para 2026, especialmente em oleaginosas e biocombustíveis.[3][7]
A performance dos principais segmentos ajuda a entender o movimento:
| Segmento ADM | Fator de alta em 2026 |
|---|---|
| Esmagamento de oleaginosas | Margens fortes e maior demanda por óleo para biocombustíveis[1][7] |
| Soluções de carboidratos (etanol) | Melhora das margens de etanol e uso industrial de milho[7][9] |
| Nutrição | Crescimento de lucros com portfólio de ingredientes de maior valor agregado[5][7] |
Para o Brasil, maior apetite de grupos como a ADM por soja, milho e derivados tende a reforçar o papel do País como fornecedor-chave de grãos, em linha com dados da Conab e do USDA que apontam o Brasil como principal exportador mundial de soja e um dos líderes em milho.
O que observar daqui pra frente
Produtores e agroindústrias devem acompanhar de perto três pontos: a evolução da política de biocombustíveis nos EUA, que afeta diretamente a demanda por óleos e etanol; o comportamento das margens de esmagamento em soja e outras oleaginosas, que influencia prêmios e bases locais; e eventuais ajustes nas projeções de lucro da ADM e de outras tradings globais, sinalizando mudanças na rentabilidade da cadeia e na competição pela originação de grãos.
Fontes
- Canal Rural – ADM eleva projeção para 2026 após lucro de US$ 908 milhões no 2º trimestre
- Investing.com – ADM eleva previsão de lucro com margens fortes de esmagamento e demanda por biocombustíveis
- AgFeed – Com biocombustíveis em expansão nos EUA, ADM aumenta projeção de lucros em 2026
- Brief Glance – ADM Raises 2026 Earnings Outlook on Biofuels Policy Clarity
- The Motley Fool – ADM Q1 2026 Earnings Call Transcript
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