Alckmin defende avanço do seguro rural e diálogo com os EUA
Vice-presidente disse que o governo quer reforçar o seguro rural com responsabilidade fiscal e manter negociação permanente com os Estados Unidos.

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo trabalha para melhorar o seguro rural sem abrir mão da responsabilidade fiscal. A sinalização interessa ao produtor porque o instrumento ainda cobre uma fatia pequena da área plantada no país e segue como peça central para reduzir risco no campo.
No mesmo movimento, Alckmin disse que o governo pretende manter diálogo constante com os Estados Unidos sobre temas comerciais. A fala ocorre em meio à pressão do agro por mais previsibilidade no crédito, na proteção contra perdas e nas relações externas.
O que aconteceu
Durante evento do setor, Alckmin reforçou que o governo quer ampliar e aperfeiçoar o seguro rural. A mensagem foi de apoio ao instrumento, mas com limite claro de gasto público.
A defesa ocorre após lideranças do agro cobrarem mudanças no modelo atual. Segundo declarações feitas no evento, o seguro hoje alcança apenas 7,8% da área plantada, o que deixa grande parte da produção exposta a perdas climáticas e financeiras.
Além do seguro, o vice-presidente também mencionou a continuidade das conversas com os EUA. O foco é manter canais abertos para tratar de comércio e evitar ruídos que afetem exportações e investimento no agro.
Por que importa para o agro
Um seguro rural mais robusto pode reduzir a vulnerabilidade do produtor em safras com seca, excesso de chuva ou outras perdas. Na prática, isso ajuda a proteger a renda, melhora o acesso ao crédito e dá mais previsibilidade para a tomada de decisão no plantio.
Para o mercado, uma cobertura maior também reduz risco sistêmico. Quando o produtor fica mais protegido, tende a haver menos pressão por renegociação emergencial de dívidas e mais estabilidade para bancos, cooperativas e seguradoras.
Dados e contexto
| Indicador | Informação |
|---|---|
| Cobertura atual citada | **7,8% da área plantada** |
| Posição do governo | Ampliação do seguro com **responsabilidade fiscal** |
| Tema adicional | Manutenção do diálogo comercial com os **EUA** |
A discussão sobre seguro rural voltou ao centro da agenda do agro porque o setor ainda depende muito do orçamento público para subvenção do prêmio. Sem apoio estável, a adesão segue limitada, especialmente entre médios e pequenos produtores.
Também pesa o fato de que o clima tem aumentado a frequência de perdas em várias regiões. Nesse cenário, seguro, crédito e política comercial passam a formar o mesmo bloco de gestão de risco para a atividade.
O que observar daqui pra frente
O ponto principal é saber se o governo vai transformar a fala em orçamento e regra mais previsível para o seguro rural. Se isso não ocorrer, o setor seguirá dependente de decisões pontuais e de baixa cobertura. Também vale acompanhar se a agenda com os EUA avança de forma prática para reduzir incertezas nas exportações do agro.
Fontes
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