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Arroba do boi gordo mantém força e ainda pode subir

Mercado físico encerra a semana com negócios acima das referências, enquanto demanda e exportações sustentam novas altas.

26 de setembro de 2026 3 min de leitura
Arroba do boi gordo mantém força e ainda pode subir

O mercado do boi gordo encerrou a semana com negociações acima das referências médias em diferentes regiões do país. A oferta restrita de animais prontos, a demanda interna aquecida e o bom ritmo das exportações sustentam a valorização da arroba. Para os próximos dias, o cenário ainda permite novas altas, embora com maior resistência dos frigoríficos.

O que aconteceu

O mercado físico apresentou continuidade do movimento de alta ao longo da semana. Em São Paulo, foram registrados negócios pontuais de até R$ 360 por arroba, enquanto a maior parte das negociações ficou entre R$ 350 e R$ 355.

O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq fechou a segunda-feira, 21 de setembro, em R$ 354,65 por arroba. O valor representou alta acumulada de 2,98% no mês, segundo levantamento divulgado pelo Cepea.

A diferença entre os preços do mercado físico e os contratos futuros também chamou atenção. Os vencimentos na B3 mantiveram prêmio relevante, sinalizando expectativa de continuidade da demanda no último trimestre do ano e possível convergência dos preços nas próximas semanas.

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Por que importa para o agro

Para o pecuarista, a valorização melhora a receita por animal e pode ampliar as margens de lotes terminados. O momento favorece a negociação planejada, principalmente para quem possui animais prontos e consegue comparar escalas, condições de pagamento e bonificações entre frigoríficos.

Na indústria, a alta pressiona os custos de aquisição da matéria-prima. Se o atacado e o consumo interno não acompanharem o avanço da arroba, os frigoríficos podem reduzir o ritmo de compras ou alongar as escalas de abate. Esse movimento limita altas mais intensas, mesmo em um ambiente de oferta ajustada.

Dados e contexto

IndicadorInformação
Indicador Cepea/EsalqR$ 354,65 por arroba em 21 de setembro
Alta acumulada no mês2,98% até 21 de setembro
Mercado físico em São PauloPredominantemente entre R$ 350 e R$ 355
Negócios pontuaisAté R$ 360 por arroba

A análise de Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, aponta potencial de alta para o último trimestre, apoiado pela expectativa de demanda elevada. O analista também destaca que o spread entre o mercado spot e os contratos futuros chegou a superar R$ 20 por arroba.

A oferta disponível continua sendo um dos principais fatores de sustentação. Escalas de abate mais curtas reduzem o poder de negociação dos frigoríficos. Em contrapartida, a entrada de animais confinados e a existência de contratos a termo podem aliviar a disponibilidade no médio prazo.

O que observar daqui pra frente

O produtor deve acompanhar diariamente as escalas de abate, o comportamento do atacado e os preços dos contratos futuros. Exportações firmes e consumo doméstico aquecido favorecem novas altas, mas o avanço da oferta de animais confinados pode limitar o movimento. A principal oportunidade está em negociar lotes prontos sem comprometer o planejamento de reposição.

Fontes

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