Biodefensivos somam R$ 5,3 bilhões na safra 2025/26
Uso de biodefensivos cresce 35% em área tratada e reforça a expansão dos bioinsumos no campo.
O mercado de biodefensivos fechou a safra 2025/26 com R$ 5,3 bilhões em negócios, segundo levantamento da Kynetec divulgado pelo AgFeed. A área tratada passou de forma acelerada e chegou a mais de 107 milhões de hectares, alta de 35% sobre a safra anterior.
O avanço confirma a expansão dos bioinsumos no manejo das lavouras e mostra que a adoção deixou de ser nicho em culturas de maior escala. Soja, milho safrinha, algodão e cana seguem como as principais portas de entrada dessa tecnologia.
O que aconteceu
A pesquisa apresentada no 3º Fórum Bioinsumos do Agro, em São Paulo, aponta que o setor cresceu em valor e em cobertura. Na safra anterior, o mercado havia somado R$ 4,4 bilhões; agora, subiu para R$ 5,3 bilhões.
O maior impulso veio da ampliação da área tratada, que saltou de 79,2 milhões de hectares para mais de 107 milhões. O movimento indica maior uso de produtos biológicos em diferentes estágios do manejo, sobretudo no controle de pragas e doenças.
A Kynetec também destacou que a área cultivada no Brasil cresce, em média, entre 3% e 4% ao ano, enquanto a área tratada com defensivos químicos avançou 11% nas últimas cinco safras. O dado ajuda a dimensionar a disputa por eficiência no campo.
Por que importa para o agro
Para o produtor, o dado mostra que biodefensivos já entraram na rotina de manejo em várias regiões e culturas. Isso amplia as opções para rotação de mecanismos de ação, redução de pressão de resistência e ajuste fino do pacote tecnológico.
Para a indústria e para o varejo agrícola, o crescimento reforça uma mudança estrutural no mercado. Bioinsumos deixaram de ser apenas complemento e passaram a disputar espaço comercial com produtos convencionais, especialmente em sistemas mais intensivos.
Dados e contexto
| Indicador | Safra 2024/25 | Safra 2025/26 |
|---|---|---|
| Faturamento do mercado | R$ 4,4 bilhões | **R$ 5,3 bilhões** |
| Área tratada | 79,2 milhões ha | **107 milhões ha+** |
| Variação da área tratada | — | **+35%** |
A Kynetec atribui a expansão principalmente a soja, milho safrinha, algodão e cana. O uso é mais forte em produtos voltados ao controle de nematoides e cigarrinha, dois problemas recorrentes nas lavouras brasileiras.
O levantamento também foi apresentado em um evento setorial de bioinsumos, em linha com a maior atenção do mercado para soluções biológicas no manejo integrado. O movimento acompanha a pressão por produtividade e por estratégias mais sustentáveis de proteção de cultivos.
O que observar daqui pra frente
A tendência é de crescimento, mas a velocidade vai depender de preço, eficiência agronômica e capacidade de entrega no campo. Se o produto não mostrar resultado consistente em diferentes ambientes, a adoção perde ritmo.
Também pesa a integração com o manejo químico e com programas de resistência. Quem conseguir combinar custo, performance e assistência técnica deve ganhar espaço na próxima safra.
Fontes
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