Sustentabilidade

BNDES e Acre avançam em concessão de florestas estaduais

BNDES e governo do Acre avançam na estruturação de concessões para manejo sustentável em três florestas estaduais, com foco em produção e conservação.

18 de setembro de 2026 3 min de leitura
BNDES e Acre avançam em concessão de florestas estaduais

O BNDES e o governo do Acre avançaram na estruturação de um projeto de concessão de florestas estaduais para manejo florestal sustentável. A iniciativa envolve áreas públicas com potencial para exploração de madeira e produtos não madeireiros, sem mudar a titularidade da terra. O movimento importa porque pode ampliar a geração de receita, formalizar a atividade e dar escala à economia florestal na região.

O que aconteceu

O BNDES publicou uma chamada para mapear empresas e consultorias interessadas em apoiar a estruturação da concessão das florestas estaduais do Acre. O projeto inclui a Floresta Estadual do Mogno, a Floresta Estadual do Rio Gregório e a Floresta Estadual do Rio Liberdade.[1]

A proposta é contratar serviços técnicos para desenvolver o modelo de concessão, com estudos, avaliação e implementação da carteira de projetos. Na prática, o banco atua na fase de preparação da concessão, que antecede a licitação e define as regras econômicas, ambientais e operacionais do contrato.[1][5]

O governo acreano já trata concessões florestais como instrumento legal para exploração de florestas públicas por empresas privadas, sob regras do Estado e do contrato de concessão. A lógica é combinar uso produtivo com conservação e controle público da área.[6]

Por que importa para o agro

Para o agro e a cadeia florestal, o projeto abre espaço para uma oferta mais organizada de madeira legal e produtos florestais não madeireiros. Isso pode fortalecer indústrias locais, reduzir informalidade e criar demanda por logística, inventário florestal, serviços técnicos e processamento.

Também há impacto indireto sobre a imagem do setor. Concessão bem estruturada tende a reduzir pressão por desmatamento ilegal e reforçar a agenda de manejo sustentável, tema cada vez mais cobrado por compradores, investidores e mercados externos.[5][15]

Dados e contexto

ItemDado
Áreas citadasMogno, Rio Gregório e Rio Liberdade[1]
ModeloConcessão para manejo florestal sustentável[1][6]
ObjetivoProdução de madeira, produtos não madeireiros e serviços florestais[1]
Base institucionalBNDES e governo do Acre[1][3]

O BNDES mantém uma plataforma específica para concessões florestais e afirma que o modelo alia conservação, manejo responsável e dinamização da economia florestal.[5] Em iniciativas semelhantes, o banco também tem atuado com o Serviço Florestal Brasileiro na estruturação de projetos em estados e com apoio financeiro para concessões florestais.[13][15]

O que observar daqui pra frente

O próximo passo é ver se a estruturação avança para estudos mais detalhados e depois para consulta pública e licitação. O ponto crítico será garantir regras claras de uso, fiscalização e repartição de benefícios, para evitar risco jurídico e atraso no cronograma.

Para produtores, empresas e investidores, a oportunidade está em acompanhar o edital e avaliar a viabilidade operacional da cadeia. Se o modelo vier bem desenhado, o Acre pode atrair capital, ampliar a formalização e criar uma referência de manejo florestal na Amazônia.

Fontes

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