Mercado

Boi gordo sobe novamente e arroba chega a R$ 360 em São Paulo

Indicador Cepea encerra o dia a R$ 356,10 por arroba, enquanto negócios pontuais em São Paulo alcançam R$ 360.

23 de setembro de 2026 3 min de leitura
Boi gordo sobe novamente e arroba chega a R$ 360 em São Paulo

O mercado físico do boi gordo registrou mais um dia de alta nesta quarta-feira (23). O Indicador Cepea/Esalq fechou a R$ 356,10 por arroba, enquanto negócios pontuais em São Paulo alcançaram R$ 360. A valorização reforça a firmeza das negociações e mantém a arroba próxima de um novo patamar de referência no principal mercado pecuário do país.

O que aconteceu

Levantamentos de mercado apontam que as transações no estado de São Paulo ficaram entre R$ 350 e R$ 360 por arroba. Os negócios no topo da faixa ainda foram pontuais, mas indicam resistência dos pecuaristas em aceitar ofertas menores.

Nas praças de Araçatuba e Barretos, referências para o mercado paulista, o boi gordo permaneceu indicado em R$ 350 por arroba para pagamento em 30 dias. A diferença entre esse valor e os negócios de R$ 360 mostra que o mercado está trabalhando com forte dispersão de preços conforme qualidade, escala de abate e necessidade de compra das indústrias.

A alta ocorre em um ambiente de oferta mais ajustada. Com menor disponibilidade de animais prontos para abate em algumas regiões, frigoríficos precisam elevar as propostas para recompor escalas. Ao mesmo tempo, vendedores administram a entrega dos lotes e aguardam melhores condições comerciais.

Imagem

Por que importa para o agro

Para o pecuarista, a valorização melhora a receita bruta por animal e pode favorecer a estratégia de venda de lotes terminados. A decisão, porém, depende do custo da reposição, da disponibilidade de pasto, do peso dos animais e da escala de abate oferecida pelo frigorífico.

Para a indústria, a alta pressiona as margens quando não é acompanhada pelo preço da carne no atacado e pela demanda interna. O repasse ao consumidor tende a depender do ritmo das vendas, das exportações e do comportamento das compras no varejo.

A firmeza também afeta contratos futuros, reposição e planejamento de confinamento. Preços mais altos podem estimular a retenção de animais, mas aumentam o risco de correção caso a oferta cresça ou a demanda perca força.

Dados e contexto

  • Indicador Cepea/Esalq: R$ 356,10 por arroba no fechamento de 23 de setembro.
  • Negócios em São Paulo: faixa de R$ 350 a R$ 360 por arroba.
  • Referências de Araçatuba e Barretos: R$ 350 por arroba para pagamento em 30 dias.
  • Negócios a R$ 360: registros pontuais, ainda sem consolidação como média estadual.
  • Variação semanal: a cotação em São Paulo avançou de R$ 340 para R$ 355 por arroba na semana encerrada em 17 de setembro, alta de 4,41%, segundo levantamentos de mercado.
O Indicador Cepea representa uma referência média e não substitui a negociação individual. Raça, acabamento, padrão exportação, distância até o frigorífico e prazo de pagamento alteram o preço final recebido pelo produtor.

O que observar daqui pra frente

O mercado deve acompanhar a capacidade dos frigoríficos de repassar a alta para a carne, o fluxo de exportações e a oferta de boi terminado. Se os negócios acima de R$ 355 se tornarem frequentes, R$ 360 pode ganhar força como nova referência paulista. Caso a demanda recue ou a oferta aumente, os valores pontuais podem não se sustentar.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo