Brotações de citros sobem e elevam risco de greening no 2º semestre
Julho a outubro concentra até 80% das brotações dos citros e aumenta a pressão do psilídeo, principal vetor do greening.
A citricultura entrou em um dos períodos mais sensíveis do ano para o controle do greening. Entre julho e outubro, os pomares concentram a maior parte das brotações, o que favorece a multiplicação do psilídeo, inseto que transmite a doença.[1][2]
O alerta é direto: mais brotação significa mais tecido novo para alimentação e reprodução do vetor. Para o produtor, isso aumenta a pressão por monitoramento, controle e eliminação rápida de plantas doentes.[1][2]
O que aconteceu
De acordo com o Fundecitrus, o segundo semestre concentra de 50% a 80% das brotações anuais dos citros, dependendo da região.[1]
A chegada das chuvas intensifica esse processo e cria condições mais favoráveis para o psilídeo. Na primeira quinzena de julho, a plataforma Alerta Psilídeo registrou alta de 50% no número de brotações em relação à quinzena anterior no cinturão citrícola.[1]
No mesmo período, as armadilhas da plataforma apontaram aumento de 86% nas capturas do inseto. Segundo a publicação, a incidência do psilídeo pode ficar quase três vezes acima da média anual nessa fase.[1]
Por que importa para o agro
O greening é hoje uma das principais ameaças à produtividade da citricultura. Quando o psilídeo encontra brotações novas, o risco de disseminação da bactéria cresce e o controle fica mais caro e mais difícil.[1][2]
Na prática, isso afeta o custo de produção, o ritmo de inspeção dos pomares e a eficiência do manejo. Em regiões com alta incidência, falhas no controle podem acelerar a perda de plantas e reduzir a oferta de fruta no médio prazo.[1][2]
Dados e contexto
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Período mais crítico | julho a outubro |
| Participação das brotações no ano | **50% a 80%** |
| Alta de brotações em julho | **50%** |
| Alta nas capturas do psilídeo | **86%** |
| Fonte técnica | Fundecitrus / Alerta Psilídeo |
O Fundecitrus destaca que a estratégia de controle depende de dois pilares: eliminação de plantas doentes e controle do psilídeo.[2]
A recomendação ganha peso porque o inseto aproveita a brotação para se alimentar e se reproduzir. Quanto maior a oferta de brotos, maior a necessidade de vistoria constante e aplicação rigorosa do manejo.[1][2]
O que observar daqui pra frente
Nos próximos meses, o produtor deve acompanhar a frequência das brotações, a presença do psilídeo e o surgimento de plantas com sintomas. A resposta rápida é decisiva para evitar novos focos e reduzir a pressão da doença no pomar.[1][2]
Também vale reforçar o monitoramento em áreas vizinhas e em plantas hospedeiras, porque a manutenção do vetor no ambiente aumenta a chance de reinfecção. Em citricultura, atraso no manejo costuma custar mais caro do que a prevenção.[2]
Fontes
- Revista Cultivar – Brotações elevam risco de greening no segundo semestre
- Fundecitrus – Período crítico do segundo semestre concentra até 80% mais brotações
- canalrural.com.br
- sistemafaesc.com.br
- canalrural.com.br
- fruticultura.org
- youtube.com
- fundecitrus.com.br
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- globorural.globo.com
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- gov.br
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- institutobrasilrural.org.br
- canalrural.com.br
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- revistacanavieiros.com.br
- precog.com.br
- ihara.com.br
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