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Calor chega a 38 °C em Roraima e exige atenção no campo

Temperaturas elevadas em Roraima aumentam o risco de estresse térmico, consumo de água e incêndios nas áreas rurais.

24 de outubro de 2026 3 min de leitura
Calor chega a 38 °C em Roraima e exige atenção no campo

Roraima deve enfrentar máximas de até 38 °C, com tempo quente e possibilidade de chuva irregular em algumas áreas. A combinação de calor, alta demanda hídrica e períodos de estiagem aumenta a pressão sobre lavouras, rebanhos e operações rurais.

O que aconteceu

A previsão indica temperaturas elevadas no estado, principalmente nas áreas onde o tempo permanece mais firme. No início do período, o calor deve ser acompanhado por alta umidade em parte da região, condição que pode favorecer pancadas isoladas, mas sem garantir chuva regular para todas as propriedades.

Nos próximos dias, os maiores volumes de chuva devem se concentrar no extremo norte do Pará, no Amapá, em Roraima, em Rondônia e no oeste do Amazonas. A estimativa aponta acumulados entre 10 e 20 milímetros em diferentes áreas, enquanto outras localidades podem continuar com precipitação limitada.

A irregularidade aumenta a necessidade de acompanhamento local. Uma chuva pontual pode reduzir temporariamente a temperatura, mas não necessariamente recompõe a umidade do solo ou os reservatórios usados na produção.

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Por que importa para o agro

O calor prolongado eleva o consumo de água por animais e plantas. No rebanho, a condição pode provocar estresse térmico, reduzir o consumo de alimento e afetar o desempenho produtivo. A oferta de sombra, água limpa e ventilação ajuda a reduzir perdas, especialmente nos horários mais quentes.

Nas lavouras, a combinação de altas temperaturas e chuva mal distribuída acelera a perda de umidade do solo. O produtor deve priorizar o monitoramento de áreas mais arenosas, plantas em fase de florescimento e talhões recém-semeados. A aplicação de defensivos também exige cuidado quando a umidade relativa do ar estiver baixa, pois o clima pode reduzir a eficiência da operação e aumentar o risco de deriva.

O cenário ainda amplia o risco de queimadas acidentais. Máquinas, fogueiras e limpeza de áreas com uso de fogo podem provocar incêndios de rápida propagação, sobretudo em propriedades com material vegetal seco.

Dados e contexto

  • Temperatura máxima prevista: até 38 °C em Roraima.
  • Chuva estimada em parte da região Norte: entre 10 e 20 mm nos próximos cinco dias.
  • Distribuição da chuva: irregular, com pancadas concentradas em áreas específicas.
  • Risco operacional: estresse térmico, maior consumo de água e incêndios rurais.
  • Umidade do ar: pode ficar abaixo de 20% em áreas do centro-norte da região, condição desfavorável para tratamentos fitossanitários.
O monitoramento deve combinar previsão meteorológica, umidade do solo e disponibilidade de água na propriedade. A avaliação municipal é mais útil que uma média estadual, porque as diferenças entre áreas próximas podem ser significativas.

O que observar daqui para frente

Produtores devem acompanhar atualizações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e ajustar o manejo conforme a chuva observada. A prioridade é garantir água e sombra para o gado, preservar a cobertura do solo, evitar pulverizações nas horas mais quentes e suspender o uso do fogo em condições de vento e baixa umidade. Também é necessário revisar aceiros e equipamentos para resposta rápida a focos de incêndio.

Fontes

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