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Cidasc visitará 1,6 mil propriedades após foco de Newcastle em SC

Operação no Oeste de Santa Catarina fará visitas e poderá coletar amostras em mais de 130 propriedades próximas ao foco.

21 de outubro de 2026 3 min de leitura
Cidasc visitará 1,6 mil propriedades após foco de Newcastle em SC

A Cidasc iniciou uma operação para visitar cerca de 1,6 mil propriedades no entorno de uma granja comercial de perus onde foi confirmado um foco da doença de Newcastle, em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. Em mais de 130 locais, as equipes poderão coletar sangue das aves para análise laboratorial. A ação busca impedir a disseminação do vírus e proteger a cadeia avícola estadual.

O que aconteceu

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o foco em 18 de outubro, após investigação conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial. O vírus foi identificado em uma granja comercial de perus, embora as aves não apresentassem sinais clínicos da doença.

A propriedade afetada foi interditada. O acesso está restrito às equipes autorizadas da Cidasc e do Mapa, e a movimentação de aves permanece suspensa. O protocolo inclui o abate sanitário dos animais, a limpeza e a desinfecção das instalações.

As visitas ocorrerão em um raio de 10 quilômetros ao redor do foco. Os técnicos farão avaliação clínica, levantamento epidemiológico e, quando necessário, coleta de amostras para análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo.

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Por que importa para o agro

Santa Catarina é um dos principais polos avícolas do Brasil, com forte participação na produção e nas exportações de frangos e perus. Um foco de Newcastle pode provocar restrições à movimentação de animais, aumentar custos de biosseguridade e afetar temporariamente o comércio com parceiros internacionais.

Para o produtor, o risco imediato está relacionado à circulação de pessoas, veículos, equipamentos e aves entre propriedades. O cumprimento das regras de acesso, a desinfecção de instalações e a comunicação rápida de suspeitas reduzem a chance de transmissão e ajudam a preservar o status sanitário regional.

Segundo a Cidasc, o consumo de carne de aves e ovos provenientes de estabelecimentos sob inspeção oficial continua seguro. A doença não altera a segurança dos produtos inspecionados destinados ao consumidor.

Dados e contexto

  • 1,6 mil propriedades: número estimado de locais que serão visitados no entorno do foco.
  • Mais de 130 propriedades: estabelecimentos que poderão passar por coleta de sangue das aves.
  • 10 quilômetros: raio de atuação das equipes de vigilância a partir da granja afetada.
  • 133 granjas: propriedades inicialmente incluídas no monitoramento informado pelo Mapa em quatro municípios da região.
  • Nova Itaberaba: município catarinense onde o foco foi confirmado.
A doença de Newcastle é causada por um vírus que pode provocar sinais respiratórios, neurológicos e mortalidade elevada em aves. A identificação laboratorial pode ocorrer mesmo quando os animais não apresentam sintomas visíveis, como ocorreu na granja de perus.

O que observar daqui pra frente

Produtores devem restringir visitas, reforçar a limpeza de veículos e equipamentos e evitar a entrada de aves ou materiais sem procedência controlada. Sinais respiratórios, alterações neurológicas ou aumento súbito da mortalidade precisam ser comunicados imediatamente à Cidasc. O avanço ou a contenção das medidas dependerá dos resultados das visitas e dos exames laboratoriais.

Fontes

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