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CNA intensifica agenda na Argentina para destravar comércio no Mercosul

Missão da CNA à Argentina mira integração no Mercosul, redução de barreiras e ampliação de mercados para produtos agropecuários brasileiros.

25 de julho de 2026 4 min de leitura
CNA intensifica agenda na Argentina para destravar comércio no Mercosul

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) cumpre agenda na Argentina com foco em integração econômica no Mercosul, redução de barreiras ao comércio e abertura de novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. A missão busca alinhamento com entidades e governo argentino para melhorar o fluxo de comércio regional e fortalecer o papel do bloco em acordos internacionais.

O que aconteceu

A CNA participa de reuniões com representantes do setor agropecuário argentino e autoridades ligadas ao comércio exterior para discutir entraves que ainda limitam o intercâmbio dentro do Mercosul. O objetivo central é construir uma agenda conjunta que facilite exportações agropecuárias, reduza burocracia e aumente a previsibilidade para negócios entre Brasil e Argentina.

A pauta inclui questões tarifárias, harmonização de regras sanitárias e fitossanitárias e maior coordenação na negociação de acordos comerciais com outros parceiros, como União Europeia e Canadá.[3][4] Também estão em discussão mecanismos de facilitação de comércio, como integração de sistemas aduaneiros e melhoria da logística fronteiriça entre os dois países.[4][5]

Por que importa para o agro

Para o produtor brasileiro, maior integração com a Argentina dentro do Mercosul significa mais estabilidade de mercado e melhor escoamento da produção. A redução de barreiras e de custos logísticos pode tornar produtos brasileiros mais competitivos na região e abrir espaço para cadeias integradas de grãos, carnes e lácteos.

No cenário global, um Mercosul mais coordenado fortalece a posição do agro brasileiro nas negociações com grandes compradores. A convergência de posições entre Brasil e Argentina tende a aumentar o poder de barganha do bloco em temas como tarifas, cotas e exigências ambientais, afetando diretamente preços e acesso a mercados.

Dados e contexto

Brasil e Argentina são os dois maiores parceiros comerciais dentro do Mercosul, com forte peso de produtos agroindustriais. A agenda recente de indústria e agro dos dois países destaca prioridades como:

  • Concluir o acordo Mercosul–União Europeia, visto como estratégico para carnes, grãos e produtos processados.[4]
  • Eliminar barreiras comerciais e avançar em cooperação regulatória, inclusive em normas sanitárias e ambientais.[4]
  • Implementar protocolo de facilitação de comércio Brasil–Argentina, com janela única de comércio exterior, reconhecimento mútuo de Operador Econômico Autorizado (OEA) e maior cooperação aduaneira.[4]
  • Promover transição para economia de baixo carbono, com foco em mercado de carbono, economia circular e conservação florestal.[4]
Há também movimento externo: o Canadá negocia acordo de livre comércio com o Mercosul com objetivo de conclusão até fim de 2026.[3] Esse tipo de negociação aumenta a pressão por maior coordenação interna do bloco, para que o agro brasileiro aproveite melhor novas oportunidades.

O que observar daqui pra frente

Produtores e empresas devem acompanhar a evolução das negociações de facilitação de comércio e de acordos externos do Mercosul. Mudanças em tarifas, regras sanitárias e exigências ambientais podem afetar margens, destinos de exportação e estratégias de investimento. Se a agenda conjunta Brasil–Argentina avançar, haverá oportunidades em integração de cadeias produtivas, uso de certificações conjuntas e melhor acesso a mercados de maior valor agregado.

Fontes

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