Comissão mista é instalada para analisar MP do endividamento rural
Congresso instalou comissão mista para analisar a MP que permite renegociar dívidas rurais e criar linhas de crédito para produtores afetados pelo clima.

O Congresso instalou nesta quarta-feira a comissão mista que vai analisar a Medida Provisória da renegociação das dívidas rurais. O texto é considerado decisivo para produtores que enfrentam perdas por clima e para a retomada do crédito no campo.[1][3]
A proposta autoriza novas linhas de crédito para composição de débitos ligados a operações rurais e Cédulas de Produto Rural. Também prevê participação da União em fundo garantidor para produtores afetados por eventos climáticos adversos.[3]
O que aconteceu
A comissão mista foi instalada no Senado e terá como presidente o senador Renan Calheiros (MDB-AL). O relator designado foi o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).[1]
A MP 1.376/2026 foi publicada em julho e já tramita no Congresso. Segundo o texto oficial, a matéria trata de linhas de crédito para liquidação ou amortização de dívidas rurais e de CPRs, além da estruturação de um fundo garantidor.[3]
Na abertura dos trabalhos, Renan Calheiros criticou a proposta por considerar que ela deixa Estados do Norte e Nordeste em desvantagem. O debate deve girar justamente sobre alcance regional, critérios de acesso e custo fiscal da medida.[1]
Por que importa para o agro
A MP pode aliviar a pressão financeira sobre produtores atingidos por seca, enchente e outras perdas recorrentes. Na prática, isso pode evitar inadimplência, preservar capital de giro e dar fôlego para a próxima safra.[3][11]
Para o sistema financeiro e para as revendas, a medida também interessa porque tende a destravar renegociações travadas. Quando a dívida fica impagável, o produtor reduz investimento, posterga compra de insumos e afeta toda a cadeia.[11][12]
Dados e contexto
| Ponto | Informação |
|---|---|
| Nome da MP | **MP 1.376/2026** |
| Comissão | Comissão Mista da Medida Provisória |
| Presidente | Renan Calheiros (MDB-AL) |
| Relator | Paulo Pimenta (PT-RS) |
| Objeto | Renegociação de dívidas rurais e fundo garantidor |
| Prazo da deliberação | Até **12 de setembro de 2026**[3] |
O texto em análise prevê juros entre 5% e 12% ao ano, com prazos de até 10 anos e 2 anos de carência, conforme o perfil da dívida e o nível de perda do produtor.[11][15]
Segundo a cobertura do setor, a estimativa do governo é alcançar mais de R$ 100 bilhões em débitos, com custo fiscal calculado em R$ 3,6 bilhões por ano.[11]
O que observar daqui pra frente
O principal ponto é saber se o Congresso vai ampliar ou restringir o alcance da MP. A definição sobre Estados contemplados, tipos de dívida aceitos e critérios de enquadramento vai determinar quantos produtores realmente conseguirão acessar a renegociação.[1][3]
Também vale acompanhar a reação dos bancos. Mesmo com a MP em vigor, a execução depende de regras operacionais, análise de risco e regulamentação. Se a burocracia travar o acesso, o efeito prático pode ficar abaixo do esperado.[11][12]
Fontes
- Canal Rural
- Congresso Nacional
- O Popular / O POVO
- Globo Rural
- camara.leg.br
- canalrural.com.br
- youtube.com
- cnnbrasil.com.br
- camara.leg.br
- moneytimes.com.br
- correio24horas.com.br
- www12.senado.leg.br
- www12.senado.leg.br
- www12.senado.leg.br
- instagram.com
- www12.senado.leg.br
- youtube.com
- fpagropecuaria.org.br
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