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Dexco registra prejuízo de R$ 142,2 milhões no terceiro trimestre de 2026

Resultado foi afetado por baixas contábeis e reestruturação industrial, apesar do avanço da receita e do Ebitda recorrente.

04 de novembro de 2026 3 min de leitura
Dexco registra prejuízo de R$ 142,2 milhões no terceiro trimestre de 2026

A Dexco encerrou o terceiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido contábil de R$ 142,2 milhões, revertendo o lucro de R$ 14,2 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. O resultado foi pressionado por baixas contábeis relacionadas à reestruturação industrial, embora a receita e o Ebitda recorrente tenham avançado.

O que aconteceu

A companhia, dona de marcas como Duratex, Deca, Portinari, Hydra e Castelatto, registrou receita líquida de R$ 2,34 bilhões, alta de 9,8% na comparação anual. O Ebitda ajustado e recorrente alcançou R$ 585,4 milhões, crescimento de 31,6%, com margem de 25,1%.

O principal impacto negativo veio de efeitos contábeis não recorrentes. A Dexco contabilizou R$ 171,9 milhões relacionados ao encerramento da unidade de Louças em Recife (PE) e de uma linha de produção do complexo de Metais em São Paulo (SP). Segundo a empresa, a maior parte do efeito não teve impacto sobre o caixa.

O prejuízo líquido recorrente foi de R$ 5,5 milhões, queda de 87,1% em relação ao período de comparação. A diferença entre os números contábil e recorrente reflete os custos extraordinários da reorganização operacional.

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Por que importa para o agro

A Dexco tem exposição relevante à cadeia de madeira, produtos florestais e materiais usados na construção civil. O desempenho da divisão Madeira influencia a demanda por madeira industrializada, painéis e insumos associados ao manejo de florestas plantadas.

A empresa informou que a divisão Madeira teve resultado sustentado por preços, composição das vendas e negócios florestais. A operação na Colômbia também contribuiu, apesar da redução no volume expedido. Para produtores florestais, o cenário reforça a importância de acompanhar preços, mix de produtos e contratos de fornecimento.

Dados e contexto

  • Prejuízo líquido contábil: R$ 142,2 milhões.
  • Lucro líquido no 3T25: R$ 14,2 milhões.
  • Prejuízo líquido recorrente: R$ 5,5 milhões.
  • Receita líquida: R$ 2,34 bilhões, alta de 9,8%.
  • Ebitda ajustado e recorrente: R$ 585,4 milhões, alta de 31,6%.
  • Investimentos (capex): R$ 319,8 milhões.
  • Dívida líquida: R$ 4,78 bilhões, queda de 6,9%.
Na divisão de Revestimentos Cerâmicos, a companhia relatou recuperação dos volumes e redução dos estoques. A pressão sobre os preços, porém, levou o Ebitda ajustado e recorrente da unidade para terreno negativo.

O desempenho mostra uma operação com melhora nos indicadores recorrentes, mas ainda sujeita a ajustes de capacidade, pressão de preços e custos financeiros. A redução da dívida líquida ajuda a diminuir o risco financeiro, mas não elimina os efeitos de um ambiente de juros elevados e demanda desigual na construção civil.

O que observar daqui pra frente

Os próximos resultados devem mostrar se a reestruturação reduzirá custos e melhorará a utilização das fábricas. Também será necessário acompanhar a demanda por painéis, madeira e revestimentos, a evolução dos preços e o impacto dos juros sobre a construção civil. Para a cadeia florestal, contratos, produtividade e eficiência logística continuam sendo os principais pontos de atenção.

Fontes

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