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Embrapa apresenta agenda estratégica do agro a candidatos às eleições

Embrapa entrega a candidatos agenda com propostas para pesquisa, sustentabilidade e fortalecimento da agricultura brasileira.

19 de agosto de 2026 5 min de leitura
Embrapa apresenta agenda estratégica do agro a candidatos às eleições

A Embrapa disponibilizou a candidatos aos poderes Executivo e Legislativo uma agenda estratégica para a agricultura brasileira, com propostas para pesquisa, inovação, sustentabilidade, inclusão produtiva e modernização do campo. O objetivo é orientar programas de governo e políticas públicas que garantam competitividade, segurança alimentar e uso sustentável dos recursos naturais.

O que aconteceu

A Embrapa consolidou em um documento técnico recomendações de médio e longo prazo para o sistema agropecuário nacional, voltadas a candidatos às próximas eleições. O material destaca prioridades em pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, digitalização do campo, bioeconomia e adaptação às mudanças climáticas.

O texto organiza as propostas em eixos como segurança alimentar, sustentabilidade ambiental, agricultura familiar, infraestrutura de dados e políticas públicas. A ideia é oferecer insumos técnicos para elaboração de planos de governo, mantendo o foco em ciência e inovação como base do crescimento do agro.

Entre os temas centrais estão: ampliação de investimentos em P&D, fortalecimento da rede de pesquisa pública, expansão da conectividade rural, apoio à intensificação sustentável, estímulo à agricultura de baixo carbono e fortalecimento de assistência técnica e extensão rural.

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Por que importa para o agro

O documento funciona como um roteiro técnico para quem vai definir orçamento, programas e leis que impactam diretamente o produtor. Quando candidatos incorporam essas recomendações, aumentam as chances de políticas agrícolas mais previsíveis, com crédito alinhado à inovação, incentivos à recuperação de pastagens, uso eficiente de insumos e fortalecimento da pesquisa pública.

Para o produtor, isso significa ambiente mais favorável a investimentos de longo prazo: tecnologias adaptadas às regiões, manejo mais sustentável, acesso a informações climáticas e de mercado mais precisas e maior integração entre cadeias produtivas. Para a cadeia como um todo, a agenda reforça a imagem do agro brasileiro como fornecedor confiável de alimentos, fibras e energia, alinhado às exigências ambientais e sanitárias dos mercados interno e externo.

Dados e contexto

A Embrapa destaca que o agro responde por parcela relevante do PIB e das exportações brasileiras, com forte peso no saldo da balança comercial. Segundo o IBGE, o valor adicionado do agronegócio tem sido um dos principais motores do crescimento econômico, enquanto a Conab e o USDA apontam o Brasil entre os líderes globais em produção e exportação de soja, milho, carne bovina, carne de frango e café.

O documento reforça que pesquisa agropecuária foi decisiva para esse desempenho, com ganhos de produtividade em culturas como soja, milho e algodão e expansão da produção para o Cerrado. A agenda estratégica alerta que manter esse avanço exige investimentos contínuos em inovação, inclusive em temas como agricultura digital, bioinsumos, edição gênica, sistemas integrados lavoura-pecuária-floresta e manejo de riscos climáticos.

Entre as prioridades listadas pela Embrapa estão:

  • Fortalecer a pesquisa pública em agricultura, pecuária e florestas, articulada a universidades e setor privado.
  • Expandir a conectividade no campo, condição para agricultura de precisão, monitoramento remoto e assistência técnica digital.
  • Estimular sistemas de baixa emissão de carbono e recuperação de áreas degradadas.
  • Apoiar a agricultura familiar com pesquisa participativa, assistência técnica, cooperativismo e acesso a mercados.
  • Ampliar bases de dados e sistemas de monitoramento para análise de riscos e planejamento de políticas.
Em linha com o Ministério da Agricultura e o Plano Diretor da Embrapa 2024–2030, a agenda reforça a necessidade de integrar segurança alimentar, saúde única, sustentabilidade e competitividade. A instituição também destaca a importância de instrumentos como crédito rural, seguro agrícola e programas de apoio à adoção de tecnologias.

O que observar daqui pra frente

Produtores, cooperativas e entidades do setor devem acompanhar como partidos e candidatos incorporam essas recomendações em seus programas e, depois de eleitos, em planos plurianuais, orçamento e desenho de políticas agrícolas. O ponto central será verificar se haverá recursos estáveis para pesquisa, apoio à inovação no campo, expansão da conectividade e políticas consistentes de sustentabilidade, o que define o ambiente de risco e de oportunidades para o agro nos próximos anos.

Fontes

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