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Embrapa lança braquiária BRS Carinás para elevar produtividade do pasto

Nova cultivar da Embrapa promete mais forragem, maior lotação e ganho de peso bovino por hectare, com foco no Cerrado.

09 de agosto de 2026 3 min de leitura
Embrapa lança braquiária BRS Carinás para elevar produtividade do pasto

A Embrapa lançou a BRS Carinás, nova cultivar de Brachiaria decumbens voltada à formação de pastagens no Brasil. A aposta é ampliar a produção de forragem, permitir mais animais por hectare e elevar o ganho de peso bovino na mesma área.[3]

Nos testes citados pela estatal, a nova braquiária entregou desempenho superior à cultivar Basilisk, uma das referências do mercado. O resultado interessa principalmente a pecuaristas que buscam mais eficiência em áreas de média e baixa fertilidade, especialmente no Cerrado.[3][11]

O que aconteceu

A Embrapa apresentou a BRS Carinás como a primeira cultivar brasileira da espécie com foco comercial mais amplo. Segundo a instituição, a planta foi desenvolvida para unir maior produção de folhas, boa cobertura do solo e adaptação a condições mais restritivas de fertilidade.[3][12]

A cultivar também foi destacada por sua tolerância a solos ácidos e com baixo teor de fósforo. Na prática, isso amplia o uso em áreas onde a resposta de outras forrageiras costuma ser menor, reduzindo o risco de perda de desempenho do pasto.[4][12]

Nos dados divulgados, o ganho de peso bovino chegou a 13,3 arrobas por hectare ao ano, ante 11,9 arrobas da Basilisk. A diferença representa aumento de produtividade de cerca de 12%.[3]

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Por que importa para o agro

Para a pecuária de corte, o impacto está na capacidade de produzir mais carne na mesma área. Pasto mais produtivo melhora a taxa de lotação e pode diluir custos fixos por arroba, algo decisivo em sistemas extensivos e semi-intensivos.[3][9]

A nova cultivar também conversa com sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Nesse tipo de manejo, o capim precisa responder bem tanto à fase de pastejo quanto à recuperação do solo, o que torna a genética da forrageira um fator central de eficiência.[4][7]

Dados e contexto

IndicadorBRS CarinásComparação citada
Ganho de peso bovino**13,3 arrobas/ha/ano**Basilisk: **11,9 arrobas/ha/ano**
Diferença de produtividade**+12%**Em favor da BRS Carinás
AptidãoCerrado e ILPSolos ácidos e de baixa fertilidade

A Embrapa também relaciona a nova cultivar a maior produção de forragem e folhas, com potencial para suportar mais animais por área.[3][11]

Em materiais da própria instituição, a pesquisa com forrageiras tropicais aparece como uma das principais vias para ganhar produtividade sem ampliar a área de pastagem. A lógica é simples: mais massa vegetal e melhor valor nutritivo tendem a melhorar o desempenho animal.[9][12]

O que observar daqui pra frente

O próximo passo é acompanhar a adaptação da BRS Carinás em diferentes regiões, tipos de solo e níveis de manejo. Em pastagens, o resultado comercial depende menos do lançamento e mais da resposta no campo, da oferta de sementes e da condução correta do pastejo.[4][11]

Também vale observar a velocidade de adoção pelo produtor. Se a cultivar mantiver o desempenho anunciado em áreas comerciais, pode ganhar espaço sobretudo em fazendas que trabalham com intensificação moderada e buscam aumentar arrobas por hectare sem elevar demais o custo de reforma do pasto.[3][9]

Fontes

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