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Expogenética 2026 destaca touros de ponta na genética zebuína

Evento em Uberaba seleciona touros Nelore referência em avaliação genética e reforça foco em produtividade e eficiência na pecuária de corte.

22 de agosto de 2026 4 min de leitura
Expogenética 2026 destaca touros de ponta na genética zebuína

A Expogenética 2026, em Uberaba (MG), colocou em vitrine touros zebuínos de alto desempenho, reforçando o papel da avaliação genética na pecuária de corte brasileira.[2][3] Entre os destaques, o Nelore Laja, com 827 kg, chamou atenção pelo peso e pela consistência de índices produtivos, mostrando o nível de pressão de seleção hoje praticado nos principais rebanhos.[2]

O que aconteceu

A Expogenética 2026 reuniu 21 touros em bateria de destaque para a genética zebuína, com foco em animais avaliados em programas de melhoramento e com desempenho comprovado em características produtivas.[2][3] O touro Laja, da raça Nelore, da Fazenda Nova, em Santo Antônio do Aracanguá (SP), foi apresentado como um dos principais exemplares, combinando peso elevado e seleção criteriosa em fertilidade e ganho de peso.[2]

Dos 21 touros exibidos, 17 integram o Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens (PENAT), conduzido pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), hoje um dos eixos centrais da feira.[2][3] O PENAT trabalha com touros entre 18 e 25 meses, avaliados em dados de desempenho e características funcionais, conectando genética, fenótipo e avaliação em um sistema único de decisão para o produtor.[1][3]

Por que importa para o agro

A seleção de touros referência em eventos como a Expogenética reduz risco na compra de reprodutores e acelera ganho genético nos rebanhos comerciais. Ao trabalhar com animais avaliados em programas como o PENAT, o produtor tem acesso a dados objetivos de ganho de peso, fertilidade, conformação de carcaça e eficiência alimentar, fatores diretamente ligados ao custo por arroba produzida.[1][2][3]

Com a pecuária pressionada por margem apertada e exigências ambientais maiores, genética consistente passa a ser ferramenta de gestão. Touros com avaliação robusta e origem em plantéis tecnificados tendem a gerar progênie mais uniforme, facilitar manejo de lotes e aumentar produtividade por hectare, alinhando o uso de pastagens, suplementação e estratégias de abate.[3][11]

Dados e contexto

A ExpoGenética é considerada hoje a maior feira de zebuínos avaliados do país, reunindo os principais programas de melhoramento e avaliação genética.[3][11] Em 2026, o evento ocorre de 15 a 23 de agosto, em Uberaba, capital mundial do Zebu, com forte participação da ABCZ e parceiros técnicos como Emater-MG, Fazu, Sebrae e Sistema CNA/Faemg/Senar.[3][11]

O tema desta edição reforça o tripé “Genética, Fenótipo, Avaliação”, conectando ciência e campo na tomada de decisão do criador.[1][3][11] A programação inclui leilões de touros PNAT, lançamentos de sumários de raças e catálogos de reprodutores, além de agenda técnica voltada a produtores, técnicos e pesquisadores.[3][11][15]

Indicador da Expogenética 2026Destaque
Touros apresentados na bateria de referência**21** animais[2]
Touros integrados ao PENAT**17** reprodutores jovens[2]
Peso do touro Nelore Laja**827 kg**[2]
Período da feira em Uberaba**15 a 23 de agosto de 2026**[3][11]

Programas de melhoramento ligados à Embrapa, institutos estaduais e universidades vêm ampliando o uso de avaliação genética, DEPs e genômica em zebuínos de corte, com impacto direto em ganho de peso, precocidade sexual e qualidade de carcaça.[11][15] Esse movimento se integra às métricas de produtividade levantadas por Conab e IBGE, que mostram avanço consistente na produção de carne bovina com rebanho relativamente estável, puxado por eficiência maior por animal e por área.

O que observar daqui pra frente

A partir da Expogenética 2026, o produtor deve acompanhar a difusão dos touros destaque nos leilões e centrais de inseminação, avaliando custo de sêmen ou reprodutor frente aos ganhos esperados em lotes comerciais.[3][4][11] A tendência é de maior integração entre dados de campo, índices econômicos e avaliação genética, ampliando o uso de ferramentas de seleção para reduzir idade ao abate, aumentar peso médio de carcaça e melhorar rentabilidade em sistemas a pasto e semi-confinados.

Fontes

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