Manejo

Focos de Newcastle em SC entram em vazio sanitário após eliminação de 47 mil aves

Três granjas do Oeste de Santa Catarina concluíram a desinfecção e entraram em vazio sanitário após a eliminação de 47.318 aves.

03 de novembro de 2026 3 min de leitura
Focos de Newcastle em SC entram em vazio sanitário após eliminação de 47 mil aves

Três granjas comerciais do Oeste de Santa Catarina entraram em vazio sanitário após a eliminação de 47.318 aves infectadas ou expostas à doença de Newcastle. A medida encerra a fase inicial de contenção e mantém os estabelecimentos sem animais até a conclusão dos protocolos oficiais. O objetivo é impedir a permanência e a circulação do vírus na região.

O que aconteceu

Os focos foram identificados em propriedades localizadas nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim. As confirmações laboratoriais ocorreram entre 18 e 26 de outubro, dentro de uma área submetida a emergência sanitária e vigilância reforçada.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) concluiu o despovoamento dos estabelecimentos, além das etapas de limpeza e desinfecção. A eliminação das aves ocorreu entre 21 e 30 de outubro, seguindo medidas de segurança definidas pelo serviço veterinário oficial.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mantém ações de vigilância epidemiológica, controle do trânsito de animais e monitoramento de propriedades próximas. As granjas permanecerão desocupadas durante o vazio sanitário, etapa necessária antes de uma eventual retomada da produção.

Imagem

Por que importa para o agro

A doença de Newcastle tem impacto direto sobre a produção de aves, o comércio e a movimentação de cargas. Mesmo quando os focos ficam restritos a poucos estabelecimentos, compradores podem impor bloqueios temporários a produtos originados do estado ou da região afetada.

Para o produtor, o episódio reforça a necessidade de biosseguridade rigorosa. Controle de acesso, desinfecção de veículos e equipamentos, registro de visitantes e comunicação imediata de sinais clínicos reduzem o risco de disseminação para outras granjas.

A contenção rápida também protege a cadeia integrada, que reúne produtores, frigoríficos, fábricas de ração, transportadores e trabalhadores. Quanto menor a área afetada e mais eficiente a resposta, menores tendem a ser as perdas econômicas e as restrições comerciais.

Dados e contexto

IndicadorInformação
Municípios com focosNova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim
Aves eliminadas47.318
Estabelecimentos afetados3 granjas comerciais
Etapas concluídasDespovoamento, limpeza e desinfecção
Próxima etapaVazio sanitário e monitoramento oficial

A distribuição das aves eliminadas foi de 6.526 no primeiro foco, 33.993 no segundo e 6.799 no terceiro. A Cidasc também realizou vistorias em propriedades mapeadas na área de emergência sanitária, enquanto o Mapa acompanha a execução dos protocolos de controle e erradicação.

A doença de Newcastle é causada por um vírus que pode provocar sinais respiratórios, neurológicos e queda de desempenho nas aves. A gravidade varia conforme a cepa e o plantel, mas a confirmação em uma unidade comercial exige resposta imediata do serviço veterinário.

O que observar daqui para frente

A retomada das granjas dependerá do cumprimento do vazio sanitário, de novas desinfecções e de resultados negativos nas análises oficiais. Produtores da região devem manter registros atualizados, reforçar barreiras sanitárias e notificar suspeitas à Cidasc. Também será necessário acompanhar possíveis mudanças nas restrições de trânsito e nas exigências dos mercados compradores.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo