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Fundepag expande atuação além do agro e reforça ponte entre pesquisa e mercado

Fundepag cresce 92% em 2025, diversifica receitas para meio ambiente, clima e TI e amplia a conexão entre ciência, empresas e produtores.

22 de agosto de 2026 4 min de leitura
Fundepag expande atuação além do agro e reforça ponte entre pesquisa e mercado

A Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa Agropecuária (Fundepag) registrou alta de 92% na receita com projetos e serviços em 2025, chegando a cerca de R$ 130 milhões, e agora acelera a diversificação para áreas como meio ambiente, meteorologia e tecnologia da informação. O movimento mantém o agro como foco principal, mas amplia a oferta de soluções tecnológicas para outros setores, aproximando ainda mais pesquisa, empresas e produtores.

O que aconteceu

Criada em 1978 para fazer a interface entre instituições de ciência e tecnologia, empresas e agências de fomento, a Fundepag consolidou-se como gestora de projetos que conectam laboratórios, institutos públicos e o setor privado. Em 2025, a fundação operou em parceria com mais de 15 instituições científicas, administrando iniciativas em agronegócio, meio ambiente e serviços tecnológicos.

Mesmo com a expansão para novas frentes, o agro continua sendo o principal motor da entidade. Em 2025, cerca de 74,8% dos recebimentos vieram de projetos ligados à cadeia agropecuária, enquanto as áreas ambiental e agroambiental responderam, cada uma, por 12,6% da receita. A fundação também obteve credenciamento como Centro de Inovação Tecnológica no Estado de São Paulo, o que facilita o acesso a novos recursos e parcerias.

Nos últimos anos, a Fundepag incorporou projetos e instituições voltados a clima, informática e serviços de meteorologia aplicada, reforçando a oferta de soluções em previsão, monitoramento e gestão de riscos. Desde meados dos anos 2000, a entidade já viabilizou mais de R$ 1,5 bilhão em recursos para pesquisa, desenvolvimento e inovação em agronegócio e meio ambiente.

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Por que importa para o agro

Para o produtor, a expansão da Fundepag significa mais projetos técnicos estruturados, com foco em produtividade, gestão de risco climático e conformidade ambiental. A fundação atua como tradutora da ciência: organiza contratos, garante governança e transforma resultados de pesquisa em serviços, protocolos de produção e tecnologias com aplicação direta na fazenda.

Do lado do mercado, a entidade reduz o custo e a burocracia de investir em inovação. Empresas de insumos, alimentos, logística e varejo conseguem acessar redes de pesquisa já estruturadas, testar soluções em ambiente real e levar ao campo tecnologias em áreas como agricultura digital, biológicos, monitoramento climático e agricultura de baixo carbono. Isso tende a acelerar a adoção de práticas mais eficientes e sustentáveis.

Dados e contexto

A Fundepag atua em um ambiente em que o agro brasileiro depende cada vez mais de ciência e tecnologia. Dados da Embrapa indicam que mais de 70% dos ganhos de produtividade em culturas como soja e milho nas últimas décadas vieram de avanços em genética, manejo e tecnologia. Nesse cenário, fundações de apoio ajudam a transformar esse conhecimento em projetos econômicos viáveis.

A fundação funciona como instrumento de transferência de tecnologia e cooperação científica, com foco em:

  • Gestão financeira e jurídica de projetos de P&D
  • Propriedade intelectual e contratos de uso de tecnologia
  • Estruturação de parcerias público-privadas
  • Capacitação técnica e difusão de conhecimento
Indicador (Fundepag)Valor aproximado
Ano de criação1978
Receita com projetos em 2025**R$ 130 milhões**
Crescimento da receita em 2025**+92%**
Participação do agro na receita 2025**74,8%**
Participação de áreas ambiental e agroambiental**12,6%** cada
Recursos acumulados em P&D desde meados dos anos 2000**R$ 1,5 bilhão**+

No contexto de políticas públicas, iniciativas de inovação com participação de fundações como a Fundepag dialogam com programas de MAPA, CNPq e FAPESP, entre outros, que financiam pesquisa aplicada e projetos de agro de baixo carbono, agricultura digital e adaptação climática.

O que observar daqui pra frente

Produtores e empresas devem acompanhar como a Fundepag vai direcionar a nova fase de crescimento: quais cadeias produtivas serão priorizadas, quanto dos recursos irá para clima, meio ambiente e TI, e como isso se traduzirá em serviços concretos no campo, como modelos de previsão climática, plataformas digitais de gestão e protocolos de produção regenerativa. Há oportunidade para quem se posicionar como parceiro, piloto ou usuário inicial de soluções desenvolvidas nesses projetos.

Fontes

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