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Gripe aviária é confirmada em aves de subsistência no RS

Foco de influenza aviária em criação de fundo de quintal mobiliza vigilância no Rio Grande do Sul, mas não afeta a avicultura comercial.

06 de outubro de 2026 4 min de leitura
Gripe aviária é confirmada em aves de subsistência no RS

O Rio Grande do Sul confirmou um foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O caso foi identificado em uma criação de fundo de quintal no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste gaúcho. A ocorrência aciona medidas de vigilância, mas não altera o status sanitário da avicultura comercial brasileira.

O que aconteceu

A notificação ocorreu após a identificação de aves com sinais compatíveis com a doença. Amostras coletadas na propriedade foram analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP), que confirmou a presença do vírus.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) informou que as aves eram criadas para consumo da própria família. O foco não tinha ligação com granjas comerciais nem com empresas integradoras.

O Serviço Veterinário Oficial do Estado fará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do ponto confirmado. Também serão reforçadas a vigilância epidemiológica, a educação sanitária e a orientação aos criadores.

Por que importa para o agro

A confirmação em aves de subsistência exige resposta rápida porque criações de fundo de quintal podem ter contato com aves silvestres, pessoas, equipamentos e outras propriedades. A circulação do vírus nessas áreas aumenta a necessidade de notificação imediata e de medidas de biossegurança.

Até o momento, o caso não foi associado à produção comercial. Segundo as autoridades estaduais, a ocorrência não modifica a condição sanitária do Brasil em relação à IAAP na avicultura comercial e não gera restrições automáticas às exportações de carne de frango, ovos ou derivados.

O consumo de carne de frango e ovos permanece seguro quando os produtos passam por inspeção oficial e são preparados adequadamente. A influenza aviária não é transmitida pelo consumo de alimentos, mas o contato direto com aves doentes ou mortas deve ser evitado.

Dados e contexto

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou, em março de 2026, a existência de 188 focos de gripe aviária no país: 173 em aves silvestres, 14 em aves de subsistência e um em ave comercial. Os números reforçam que a maior parte das ocorrências está fora da cadeia produtiva industrial.

PontoSituação informada
MunicípioCoqueiros do Sul (RS)
Tipo de criaçãoSubsistência, ou fundo de quintal
Agente responsável pela confirmaçãoLFDA de Campinas (SP)
Área de vigilânciaRaio de 10 km
Impacto imediato na avicultura comercialNão identificado

O vírus pode ser transportado por aves migratórias e também por roupas, calçados, veículos, utensílios e outros materiais contaminados. Por isso, a separação entre aves domésticas e silvestres é uma das principais medidas preventivas em propriedades rurais.

O que observar daqui para frente

Produtores devem comunicar ao serviço veterinário oficial mortes repentinas, queda na postura, sinais respiratórios, neurológicos ou aumento incomum da mortalidade. Não se deve manipular aves doentes ou mortas sem orientação técnica. A evolução das inspeções no raio de 10 quilômetros indicará se houve disseminação local ou se o foco permanecerá isolado.

Fontes

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