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Internacional oferece trator como garantia em ação por dívida

O Internacional ofereceu um trator à Justiça como garantia em uma disputa por dívida de cerca de R$ 30 mil com um intermediário de negociação.

13 de agosto de 2026 3 min de leitura
Internacional oferece trator como garantia em ação por dívida

O Internacional ofereceu um trator agrícola como garantia à Justiça do Rio Grande do Sul em uma ação por dívida com um empresário que intermediou a negociação do zagueiro Zé Gabriel. O caso chama atenção porque envolve um bem típico do campo em uma disputa financeira urbana, com valor cobrado em torno de R$ 30 mil.[1]

A medida foi apresentada no processo como tentativa de evitar penhora e bloqueio de contas. O episódio ganhou repercussão porque mostra como máquinas e equipamentos seguem sendo usados até como lastro em disputas judiciais fora da porteira.[1]

O que aconteceu

A ação foi movida por Tiago Silva dos Santos, que afirma ter atuado como intermediário em uma negociação envolvendo o zagueiro Zé Gabriel. Segundo o processo, o Internacional é cobrado por uma dívida de R$ 30.621,56, já atualizada com correção pelo IGP-M e juros.[1]

Na petição, o clube ofereceu um trator agrícola da John Deere como garantia, avaliado em R$ 80.488,00. O pedido também buscava efeito suspensivo aos embargos, para impedir medidas de cobrança mais duras enquanto o caso é analisado.[1]

Em 21 de julho, o juiz negou o efeito suspensivo e deixou a análise da garantia para depois da manifestação do credor sobre o trator ofertado. O processo segue em tramitação na Justiça gaúcha.[1]

Por que importa para o agro

Embora o caso seja do futebol, ele ajuda a mostrar o peso jurídico e financeiro que máquinas agrícolas têm no mercado. Tratores, colheitadeiras e outros equipamentos são ativos de alto valor e podem entrar em garantias, penhoras e renegociações.[1]

Para o produtor, isso reforça a importância de olhar não só para o preço da máquina, mas para o risco de endividamento associado ao crédito. Em um cenário de pressão financeira no agronegócio, bens produtivos voltam ao centro das disputas de cobrança e recuperação.[2][6]

Dados e contexto

DadoInformação
Valor cobrado**R$ 30.621,56**
Garantia ofertadaTrator John Deere
Valor estimado do bem**R$ 80.488,00**
Juros informados no processo**12% ao ano**

A discussão ocorre em um momento de aumento dos pedidos de recuperação judicial no agro. No primeiro trimestre de 2026, foram 474 pedidos, alta de 21,9% ante igual período de 2025, segundo a Serasa Experian.[2]

Entre produtores rurais que atuam como pessoa jurídica, as solicitações cresceram 73,5% no período, chegando a 196. O avanço reflete custo alto, crédito mais restrito e margens pressionadas.[2][6]

Também há movimentação no Congresso sobre apreensão de máquinas agrícolas. Um projeto aprovado na CRA do Senado prevê regras específicas para busca e apreensão de maquinário essencial à atividade produtiva, com possibilidade de suspensão em caso de crise climática ou de mercado comprovada.[8]

O que observar daqui pra frente

O ponto principal é se a Justiça aceitará o trator como garantia suficiente e em que condições. Se a prática avançar, isso pode reforçar o uso de máquinas agrícolas como ativo de negociação em disputas financeiras, inclusive fora do setor rural. Também vale acompanhar se a tendência de judicialização no agro vai aumentar a pressão sobre bens produtivos, crédito e renegociação de dívidas.[1][2][8]

Fontes

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