JBS amplia produção de biodiesel com resíduos e chega perto de 1 bilhão de litros por ano
Com sebo bovino e óleo usado, a JBS elevou sua capacidade de biodiesel e reforçou a aposta em energia renovável no agro.
A JBS está transformando resíduos do processamento de bovinos, aves e suínos, além de óleo de cozinha usado, em biodiesel. A operação da Biopower já reúne capacidade próxima de 1 bilhão de litros por ano, o que reforça a agenda de energia renovável no agro e amplia o uso econômico de subprodutos que antes tinham baixo valor.
O que aconteceu
A produção começou em Lins (SP), com a primeira unidade da JBS no segmento. Depois, a companhia abriu plantas em Campo Verde (MT) e Mafra (SC), formando uma rede industrial voltada à conversão de resíduos em combustível renovável.[1]
Segundo o Canal Rural, as três unidades somadas chegaram a uma capacidade produtiva próxima de 1 bilhão de litros de biodiesel por ano.[1] Em outra atualização do próprio ecossistema de notícias ligado ao Canal Rural, a ampliação da planta de Mafra elevou a capacidade total para cerca de 720 milhões de litros por ano após um investimento de R$ 180 milhões.[2][6]
A JBS afirma ainda que o negócio se apoia em economia circular, com uso de sebo bovino e óleo de cozinha coletado em programas de reciclagem. O modelo também mira menor emissão de carbono na comparação com o diesel fóssil.[3][4]
Por que importa para o agro
O movimento mostra que resíduos da cadeia pecuária podem virar receita e não só custo de descarte. Para frigoríficos e fornecedores, isso fortalece o aproveitamento integral da matéria-prima e cria demanda adicional por subprodutos como sebo e óleo residual.[3][4]
Para o mercado, a expansão ajuda a aumentar a oferta de biocombustível em um país que já tem base relevante de biodiesel. A JBS se consolidou como uma das maiores produtoras do segmento e passou a disputar espaço com um produto ligado diretamente à logística do agro e ao consumo de diesel no transporte de cargas.[2][10]
Dados e contexto
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Capacidade conjunta da Biopower | cerca de **1 bilhão de litros/ano**[1] |
| Capacidade após a planta de Mafra | cerca de **720 milhões de litros/ano**[2][6] |
| Investimento em Mafra | **R$ 180 milhões**[2] |
| Produção da JBS em 2023 | **550 milhões de litros** comercializados[10] |
| Uso de óleo de cozinha | **36 milhões de litros** coletados desde o início do programa[4][5] |
| Impacto ambiental estimado | até **80% menos CO2** que o diesel fóssil[3] |
A empresa também relaciona o programa Óleo Amigo à preservação de 900 bilhões de litros de água ao evitar o descarte incorreto do resíduo.[4][5]
O que observar daqui pra frente
O ponto central é verificar se a expansão vai acompanhar a disponibilidade de matéria-prima e a logística de coleta de resíduos. Se o fluxo de sebo e óleo usado continuar crescendo, a empresa pode ampliar margens e reforçar a oferta de biocombustível; se houver limitação de coleta, a escala pode avançar mais devagar.
Também vale acompanhar o efeito sobre preços e competição no setor de biodiesel. Quanto mais empresas disputarem resíduos como insumo, maior tende a ser a pressão por contratos, rastreabilidade e eficiência industrial.
Fontes
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