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Mapa confirma foco de doença de Newcastle em granja de perus em SC

Foco foi identificado em Nova Itaberaba; granja foi interditada e medidas de contenção passaram a restringir o trânsito de aves na região.

25 de outubro de 2026 4 min de leitura
Mapa confirma foco de doença de Newcastle em granja de perus em SC

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, em 18 de outubro de 2026, um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus de corte em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. A unidade foi interditada, teve a movimentação de aves suspensa e entrou no plano oficial de contenção e erradicação. O caso exige vigilância porque Santa Catarina é um dos principais polos da avicultura brasileira.

O que aconteceu

A ocorrência foi identificada durante uma investigação epidemiológica conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina. As amostras foram analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como referência internacional para o diagnóstico da doença.

A propriedade afetada foi interditada, impedindo a saída ou entrada de aves e materiais sujeitos ao controle sanitário. O Mapa determinou a aplicação do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle, que prevê ações como isolamento, investigação dos contatos e eliminação sanitária dos animais do foco.

O despovoamento sanitário da granja começou em 19 de outubro e foi concluído no dia seguinte. O governo também declarou emergência zoossanitária por 60 dias em Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.

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Por que importa para o agro

A doença de Newcastle é altamente contagiosa entre aves e pode provocar queda de produção, mortalidade e restrições ao trânsito de animais e produtos. Para o produtor, o principal impacto imediato está no reforço dos controles de acesso, na suspensão de movimentações e na necessidade de informar rapidamente sinais suspeitos ao serviço veterinário.

O caso também pode afetar operações comerciais. Países importadores costumam adotar restrições diante de focos, conforme a situação sanitária reconhecida e os protocolos negociados. A resposta rápida do serviço oficial ajuda a limitar a área afetada e a preservar a confiança na cadeia de carnes de aves.

O Mapa informou que não há risco à saúde humana associado ao consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção sanitária oficial. O risco central é sanitário e econômico, concentrado na população de aves e na continuidade das operações.

Dados e contexto

  • Local do foco: Nova Itaberaba, Santa Catarina.
  • Tipo de produção: avicultura comercial de corte de perus.
  • Confirmação: LFDA-SP, laboratório reconhecido pela OMSA.
  • Área de resposta: Nova Itaberaba e os municípios vizinhos de Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
  • Prazo da emergência zoossanitária: 60 dias, conforme a Portaria Mapa nº 962/2026.
A Embrapa recomenda impedir o contato das aves de criação com aves silvestres e manter controle rigoroso de visitantes, veículos e equipamentos. Também orienta o uso de desinfetantes adequados e a vacinação conforme as recomendações do Mapa. A biosseguridade reduz o risco de Newcastle e de outras doenças aviárias.

O que observar daqui pra frente

O monitoramento das propriedades na área de restrição será decisivo para verificar se houve disseminação. Produtores devem reforçar a limpeza e a desinfecção, restringir acessos, evitar a entrada de aves sem origem conhecida e comunicar sinais clínicos ao serviço veterinário oficial. A evolução das investigações também definirá a duração das restrições e possíveis efeitos sobre o trânsito e as exportações.

Fontes

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