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Mapa decreta emergência zoossanitária em quatro municípios de SC

Medida vale por 60 dias após foco de doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba.

25 de outubro de 2026 3 min de leitura
Mapa decreta emergência zoossanitária em quatro municípios de SC

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) declarou emergência zoossanitária por 60 dias em quatro municípios do Oeste de Santa Catarina após a confirmação de um foco de doença de Newcastle em uma granja comercial de perus. A medida busca conter a circulação do vírus e proteger a cadeia avícola regional.

O que aconteceu

O foco foi identificado em um estabelecimento de criação de perus de corte localizado em Nova Itaberaba. A confirmação ocorreu em 18 de outubro, e o governo federal publicou a Portaria Mapa nº 962/2026 no dia 22.

A emergência abrange Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. A área está sujeita a regras específicas para circulação de aves, veículos, pessoas e materiais relacionados à produção animal.

O despovoamento sanitário da granja afetada começou em 19 de outubro e foi concluído no dia seguinte. O Serviço Veterinário Oficial também interditou a unidade e iniciou ações de vigilância nas propriedades próximas.

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Por que importa para o agro

A doença de Newcastle é altamente contagiosa entre aves e pode provocar queda de produção, mortalidade e restrições comerciais. Em Santa Catarina, um dos principais polos brasileiros de produção e exportação de aves, a resposta rápida reduz o risco de disseminação para outras granjas.

Para os produtores, a emergência pode aumentar custos operacionais com controle de acesso, desinfecção, monitoramento e eventuais restrições ao trânsito. Também pode afetar o fluxo de animais, ovos, ração, equipamentos e trabalhadores dentro da área delimitada.

O controle do foco é decisivo para preservar a confiança dos compradores e evitar impactos mais amplos sobre frigoríficos, transportadores, fornecedores de insumos e exportadores. A adoção imediata das medidas sanitárias ajuda a limitar perdas econômicas e reduzir o tempo de restrição.

Dados e contexto

  • Duração da emergência: 60 dias.
  • Municípios abrangidos: Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
  • Espécie afetada: perus de corte.
  • Medidas adotadas: despovoamento sanitário, interdição, vigilância epidemiológica e controle do trânsito.
  • Área de contenção: a Embrapa orienta a investigação de propriedades em um raio de até 10 quilômetros ao redor do foco, conforme os protocolos sanitários.
A Embrapa recomenda impedir o contato das aves comerciais com aves silvestres e outras espécies, restringir visitantes, reforçar a limpeza e a desinfecção e manter a vacinação conforme as orientações do Mapa. Sinais suspeitos devem ser comunicados imediatamente ao serviço veterinário oficial.

A doença não representa risco relevante para o consumo de carne e produtos de aves quando há inspeção oficial e preparo adequado. O problema central é sanitário e econômico: a circulação do vírus pode comprometer rebanhos e mercados.

O que observar daqui pra frente

O principal indicador será a existência de novos casos nas propriedades monitoradas. Produtores da região devem cumprir as restrições de trânsito, reforçar a biossegurança e registrar movimentações de aves e insumos. A ausência de novos focos permitirá a retirada gradual das medidas; novos diagnósticos podem ampliar a área de controle e prolongar os efeitos sobre a cadeia.

Fontes

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