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Massari Fértil dobra capacidade e mira R$ 1 bilhão em faturamento

A Massari Fértil e a Morro Verde formaram um novo grupo e dobraram a capacidade em seis meses, com meta de chegar a R$ 1 bilhão em até três anos.

28 de julho de 2026 3 min de leitura
Massari Fértil dobra capacidade e mira R$ 1 bilhão em faturamento

A Massari Fértil e a Morro Verde juntaram operações e passaram a desenhar uma nova empresa no mercado de fertilizantes. A meta do grupo é sair de R$ 500 milhões em receita combinada para R$ 1 bilhão em até três anos. O movimento chama atenção porque acontece em um momento de pressão sobre margens e de menor apetite em parte do setor de insumos.

O que aconteceu

Segundo o AgFeed, a integração entre a Massari Fértil, com mina de calcário em Salto de Pirapora (SP), e a Morro Verde, produtora de fosfato em Pratápolis (MG), foi oficializada há cerca de dois meses. A operação formou um grupo liderado por Sérgio Ailton Saurin, que agora trabalha para acelerar a escala do negócio.[1]

A nova companhia nasce com produção superior a 3 milhões de toneladas por ano e receita estimada em R$ 500 milhões. A estratégia é ampliar a capacidade física e comercial para alcançar 5 milhões de toneladas e faturar R$ 1 bilhão em três anos.[2]

Saurin afirmou que o objetivo inicial já é dobrar o faturamento, mas que o grupo vê espaço para crescer além disso. A aposta está na combinação de ativos, ganho de escala e maior presença em fertilizantes naturais e fosfatados.[1]

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Por que importa para o agro

A movimentação indica que o mercado brasileiro de fertilizantes segue em reorganização. Em um setor dependente de importações e sensível a custo logístico, empresas com base produtiva no país ganham espaço ao buscar escala, integração e menor exposição a choques externos.

Para o produtor, isso pode significar maior oferta local de insumos e, em tese, mais competição em algumas regiões. O impacto no preço final, porém, depende de câmbio, custo de matéria-prima e demanda da próxima safra. Ou seja: expansão de capacidade não garante queda imediata no custo do adubo.

Dados e contexto

IndicadorDado
Receita combinada atual**R$ 500 milhões**
Meta em 3 anos**R$ 1 bilhão**
Produção atual**mais de 3 milhões de toneladas/ano**
Meta de produção**5 milhões de toneladas/ano**

A leitura do movimento fica mais clara quando comparada ao cenário do setor. A Kroll apontou que o agro respondeu por 3,8% das fusões e aquisições no Brasil no primeiro semestre, com 25 transações e mais de R$ 1 bilhão movimentados.[3]

Já a Anda vinha mostrando ritmo mais fraco nas entregas de fertilizantes em outro momento recente do mercado, o que reforça a busca das empresas por eficiência e escala para sustentar crescimento.[10]

O que observar daqui pra frente

O principal ponto será ver se a nova estrutura consegue transformar capacidade em venda consistente, sem pressionar margens. Também vale acompanhar se haverá novos investimentos, expansão de unidades e avanços em distribuição. Se a demanda do agro reagir bem, o grupo pode ganhar tração; se o mercado enfraquecer, a meta de R$ 1 bilhão pode ficar mais distante.

Fontes

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