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MDA retoma grupo de trabalho do Plano Safra com foco na agricultura familiar

Ministério relança grupo de trabalho do Plano Safra e abre oficina para ajustar políticas de crédito e apoio à agricultura familiar.

28 de julho de 2026 4 min de leitura
MDA retoma grupo de trabalho do Plano Safra com foco na agricultura familiar

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) reativou o grupo de trabalho do Plano Safra da Agricultura Familiar e iniciou uma oficina técnica para discutir ajustes nas linhas de crédito, assistência técnica e compras públicas voltadas aos pequenos produtores. A iniciativa busca alinhar governo, movimentos sociais e entidades do agro em torno de metas de financiamento, segurança alimentar e combate à pobreza no campo.

O que aconteceu

O MDA retomou o grupo de trabalho (GT) do Plano Safra da Agricultura Familiar com uma oficina específica sobre políticas para o segmento, reunindo técnicos do governo, lideranças da agricultura familiar e representantes da sociedade civil. O objetivo é revisar instrumentos de crédito rural, apoio à produção e mecanismos de comercialização para a próxima safra.

O Plano Safra da Agricultura Familiar é o principal pacote de financiamento e incentivo para produtores enquadrados no Pronaf, com foco em alimentos básicos, transição agroecológica e geração de renda nas pequenas propriedades. A retomada do GT indica que o ministério quer ouvir os diferentes atores antes de fechar valores, taxas de juros e prioridades setoriais.

Na safra 2023/24, o MDA já havia promovido mudanças importantes, como ampliação de limites de microcrédito e redução de juros para quem produz alimentos, o que serve de base para a discussão atual sobre ajustes e novas modalidades de apoio.[1][5]

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Por que importa para o agro

Para o produtor familiar, decisões do Plano Safra definem quanto crédito estará disponível, com quais juros e quais atividades serão mais estimuladas. Linhas mais baratas para produção de alimentos, agroecologia, irrigação e máquinas de pequeno porte impactam diretamente custos de produção, capacidade de investimento e margens na fazenda.[5][6]

Para a cadeia do agro, a agricultura familiar é relevante na oferta de arroz, feijão, mandioca, hortaliças, leite e ovos, entre outros itens que compõem o mercado interno e os programas públicos de alimentação. Ao ajustar o Plano Safra com base em um GT ativo, o governo tende a direcionar recursos para nichos estratégicos, influenciando preços, oferta regional e estabilidade de abastecimento.[3][5]

Dados e contexto

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/24 trouxe alguns parâmetros que ajudam a entender o contexto da retomada do GT:

  • Crédito rural via Pronaf: R$ 71,6 bilhões destinados à agricultura familiar.[4]
  • Juros reduzidos para quem produz alimentos básicos: de 5% para 4% ao ano, com foco em segurança alimentar.[5]
  • Microcrédito rural Pronaf B:
- Limite de enquadramento de renda anual ampliado de R$ 23 mil para R$ 40 mil.[5] - Valor financiado subiu de R$ 6 mil para R$ 10 mil.[5]
  • Habitação rural: limite para construção ou reforma de moradia ampliado para R$ 70 mil.[5]
  • Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater): R$ 200 milhões em recursos.[5]
  • Compras públicas de alimentos da agricultura familiar: R$ 3 bilhões reservados.[5]
Em análises recentes, o MDA destacou também juros entre 0,5% e 6% ao ano para linhas do Pronaf e condições especiais para máquinas adaptadas à agricultura familiar, com taxas abaixo das praticadas para equipamentos de maior porte.[6]

Esses números mostram que o Plano Safra vem ganhando peso como instrumento de inclusão produtiva e superação da pobreza rural, o que aumenta a pressão por ajustes finos no desenho das políticas.[1]

O que observar daqui pra frente

A retomada do GT indica que o próximo Plano Safra da Agricultura Familiar pode trazer novos ajustes em juros, limites de crédito e prioridades temáticas, especialmente em transição agroecológica, bioeconomia e infraestrutura produtiva. Produtores e cooperativas devem acompanhar a definição das regras para Pronaf, Ater e compras públicas, avaliando riscos de mudanças nas condições de financiamento, mas também oportunidades de acesso a linhas mais baratas e programas focados em agregação de valor e segurança alimentar.

Fontes

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