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Minerais estratégicos incluem fosfato, potássio e enxofre para fortalecer fertilizantes

Lista brasileira de minerais estratégicos inclui insumos essenciais aos fertilizantes e busca reduzir a dependência externa do agronegócio.

06 de novembro de 2026 4 min de leitura
Minerais estratégicos incluem fosfato, potássio e enxofre para fortalecer fertilizantes

O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos aprovou uma lista com 27 minerais prioritários para o Brasil. Entre eles estão fosfato, potássio e enxofre, insumos essenciais à produção de fertilizantes. A medida pretende atrair investimentos, ampliar a oferta nacional e reduzir a vulnerabilidade do agronegócio às importações.

O que aconteceu

A lista foi criada no âmbito da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Os minerais foram distribuídos em três classes, conforme critérios como risco geopolítico, concentração da produção mundial, possibilidade de substituição e dependência brasileira.

O enquadramento permite que projetos incluídos no Cadastro Nacional de Projetos tenham acesso a instrumentos de fomento do governo. O conselho também poderá analisar empreendimentos, habilitar projetos e atualizar periodicamente as substâncias consideradas estratégicas.

Para o Ministério da Agricultura, a inclusão dos insumos usados na fabricação de fertilizantes deve estimular a produção mineral e industrial dentro do país. A prioridade é transformar a política em investimentos capazes de reduzir a dependência externa.

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Por que importa para o agro

O Brasil está entre os maiores consumidores mundiais de fertilizantes, mas depende fortemente de fornecedores estrangeiros. Essa exposição aumenta o risco de alta de preços, atrasos logísticos e falta de produto em períodos de tensão internacional.

Potássio, fósforo e nitrogênio formam a base da adubação agrícola. O potássio responde por cerca de 38% do consumo brasileiro de nutrientes, seguido pelo fósforo, com 33%, e pelo nitrogênio, com 29%, segundo dados associados ao Plano Nacional de Fertilizantes. Fosfato e potássio também estão entre os insumos mais sensíveis para culturas de larga escala.

Uma oferta doméstica maior pode reduzir riscos para produtores de soja, milho, cana-de-açúcar, algodão e café. O efeito, porém, não será imediato. A exploração mineral exige pesquisa geológica, licenciamento, infraestrutura, energia, processamento e capital de longo prazo.

Dados e contexto

  • A lista aprovada reúne 27 minerais críticos e estratégicos.
  • Fosfato, potássio e enxofre foram incluídos por sua ligação direta com a produção de fertilizantes.
  • O Brasil ocupa a quarta posição mundial em consumo de fertilizantes e representa cerca de 8% da demanda global.
  • O Plano Nacional de Fertilizantes prevê reduzir a dependência de importações de 85% para 45% até 2050.
  • O plano também considera oportunidades em fertilizantes organominerais, remineralizadores, bioinsumos e subprodutos agrícolas.
A política de minerais estratégicos complementa o Plano Nacional de Fertilizantes, que busca reativar unidades industriais, atrair investimentos e melhorar a infraestrutura da cadeia. A execução dependerá de regras claras, crédito, segurança jurídica e capacidade de transformar minério em produto utilizado no campo.

O que observar daqui pra frente

O principal ponto será a regulamentação dos incentivos e a seleção dos projetos que terão apoio público. Produtores devem acompanhar possíveis mudanças na oferta, nos preços e na localização das novas unidades de processamento. Para a indústria, a oportunidade está na exploração e no beneficiamento nacional; para o agro, na redução gradual dos riscos associados ao mercado externo.

Fontes

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