Manejo

Monitoramento precoce reduz riscos de pragas na soja

Identificação antecipada de pragas ajuda o produtor a decidir quando agir, reduzir perdas e evitar aplicações desnecessárias na lavoura de soja.

29 de setembro de 2026 3 min de leitura
Monitoramento precoce reduz riscos de pragas na soja

O monitoramento antecipado de pragas é uma das principais ferramentas para proteger a produtividade da soja no Brasil. A identificação correta dos insetos e do nível de infestação permite agir no momento adequado, evitar aplicações desnecessárias e reduzir o risco de perdas na lavoura.

O que aconteceu

A estratégia discutida pelo Canal Rural reforça que o controle deve começar cedo, antes que as pragas atinjam níveis capazes de comprometer folhas, hastes, vagens e grãos. O acompanhamento frequente ajuda a diferenciar a presença de poucos insetos de uma infestação que exige intervenção.

O manejo integrado de pragas, recomendado pela Embrapa, combina monitoramento, identificação dos organismos, preservação de inimigos naturais e uso de produtos somente quando a população ultrapassa o nível de ação. A decisão baseada em amostragem substitui o calendário fixo de pulverizações.

A avaliação deve considerar o histórico da área, as culturas anteriores, a presença de plantas hospedeiras e as condições climáticas. O procedimento também precisa ser repetido durante o ciclo, já que a população de insetos pode mudar rapidamente entre os estádios da cultura.

Imagem

Por que importa para o agro

A soja ocupa uma área extensa e concentra alto investimento em sementes, fertilizantes, defensivos e operações. Uma infestação não identificada no início pode avançar rapidamente e elevar o custo de controle, além de reduzir o potencial produtivo da lavoura.

O monitoramento melhora a eficiência operacional. Com informações por talhão, o produtor pode direcionar aplicações, reduzir o volume de produtos e preservar organismos benéficos. A prática também contribui para diminuir a pressão de seleção que favorece a resistência de pragas a inseticidas.

Dados e contexto

A Embrapa recomenda o uso do pano de batida para amostrar insetos na parte aérea da soja. O equipamento deve ser colocado entre duas fileiras, com as plantas sacudidas sobre o pano para permitir a contagem dos organismos presentes.

Na fase crítica para as pragas, a amostragem deve ser preferencialmente semanal. Para lavouras de até 10 hectares, a Embrapa indica no mínimo seis pontos de avaliação; em áreas maiores, a quantidade de amostras deve aumentar para melhorar a segurança da decisão.

O monitoramento deve incluir pragas e inimigos naturais. Entre os grupos avaliados estão lagartas, percevejos, insetos que atacam raízes e organismos associados a folhas, hastes, vagens e grãos.

A Conab estima a produção brasileira de soja em 180,4 milhões de toneladas na safra 2025/26, novo recorde da série histórica. Em uma produção desse porte, falhas no manejo fitossanitário podem gerar impactos relevantes sobre produtividade, custos e oferta de grãos.

O que observar daqui para frente

O produtor deve organizar as amostragens desde o planejamento da safra, registrar os resultados por talhão e comparar a população encontrada com os níveis de ação recomendados para cada praga. Também precisa acompanhar clima, estádio da planta, eficácia das aplicações e presença de resistência, ajustando o manejo com apoio de um responsável técnico.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo