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Newcastle em SC: 133 granjas entram em monitoramento após foco em perus

Mapa confirmou foco de Newcastle em granja de perus em Nova Itaberaba e iniciou monitoramento de 133 granjas em quatro municípios.

20 de outubro de 2026 4 min de leitura
Newcastle em SC: 133 granjas entram em monitoramento após foco em perus

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus de corte em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. A propriedade foi interditada, e 133 granjas de quatro municípios passaram a ser monitoradas para identificar possíveis novos casos e impedir a disseminação do vírus.

O que aconteceu

O foco foi confirmado em 18 de outubro de 2026 pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo (LFDA/SP). A investigação começou após amostras coletadas em 21 de setembro, durante ações de vigilância ativa previstas no Plano Nacional de Vigilância para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

A suspeita foi identificada em 14 de outubro. A granja tinha aproximadamente 6 mil perus. Segundo as informações divulgadas, as aves não apresentavam sinais clínicos no momento da coleta, o que reforça a necessidade de monitoramento contínuo mesmo em estabelecimentos sem sintomas aparentes.

O Serviço Veterinário Oficial interditou a propriedade e suspendeu a movimentação de aves. As ações de controle foram ampliadas para Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias, em uma área de restrição de aproximadamente 10 quilômetros ao redor do foco.

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Por que importa para o agro

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que pode afetar aves comerciais e de criação, com potencial para provocar mortalidade, queda de desempenho e interrupções na movimentação de animais e produtos. Em regiões concentradas na produção de aves, um foco pode gerar efeitos sobre granjas, frigoríficos, transportadores e fornecedores de insumos.

O impacto imediato tende a se concentrar nas propriedades da área de restrição. A interdição pode limitar o trânsito de aves, ovos, veículos e pessoas, além de exigir inspeções, coleta de amostras e medidas de biosseguridade. A resposta rápida reduz o risco de novos focos e ajuda a preservar a confiança dos mercados compradores.

O Mapa informou que não há risco para o consumo de carne de aves devidamente inspecionada. A doença não altera a segurança de produtos submetidos aos controles oficiais e ao processamento adequado.

Dados e contexto

  • Município do foco: Nova Itaberaba (SC).
  • Tipo de produção: perus comerciais de corte.
  • Número aproximado de aves na granja: 6 mil.
  • Granjas sob monitoramento: 133.
  • Municípios envolvidos: Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias.
  • Confirmação laboratorial: 18 de outubro de 2026.
  • Órgão responsável pela confirmação: Ministério da Agricultura e Pecuária, com análise do LFDA/SP.
O governo de Santa Catarina declarou emergência zoossanitária por 60 dias nos quatro municípios envolvidos. A medida permite intensificar a vigilância, coordenar ações de defesa agropecuária e aplicar o plano de contingência para doenças avícolas.

A confirmação ocorreu dentro de uma ação de vigilância ativa, realizada mesmo sem sinais clínicos evidentes. Esse modelo depende da coleta regular de amostras, do registro de movimentações e da comunicação rápida entre produtores, responsáveis técnicos e órgãos oficiais.

O que observar daqui pra frente

Produtores da região devem reforçar o controle de acesso, a limpeza e a desinfecção de instalações, além de comunicar imediatamente sinais respiratórios, neurológicos, queda de consumo ou mortalidade anormal. O avanço das análises nas 133 granjas será decisivo para definir se o episódio está isolado ou exige novas restrições, abates sanitários e ampliação da área de vigilância.

Fontes

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