Manejo

Orelha-de-elefante panduriforme é ornamental e tóxica

Planta identificada em um quintal de São Bernardo do Campo pertence à família Araceae e não deve ser consumida por pessoas ou animais.

23 de outubro de 2026 3 min de leitura
Orelha-de-elefante panduriforme é ornamental e tóxica

Uma planta que nasceu espontaneamente no quintal de uma moradora de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, foi identificada como orelha-de-elefante panduriforme. A espécie pertence à família Araceae, a mesma da taioba, e é usada principalmente na ornamentação.

Apesar da aparência atrativa e das folhas grandes, a planta oferece risco à saúde. Folhas e rizomas são tóxicos e não devem ser consumidos por pessoas ou animais.

O que aconteceu

A moradora Maria Hernandes procurou o Globo Rural para descobrir a origem da planta. Ela enviou uma carta escrita à mão e duas fotografias, após suspeitar que o exemplar pertencesse à família da taioba.

O agrônomo Chukichi Kurozawa analisou as imagens e confirmou a identificação. A orelha-de-elefante panduriforme se destaca pelas folhas grandes, enrugadas e onduladas. A espécie pode surgir em áreas úmidas e sombreadas, condições comuns em quintais e jardins.

A semelhança visual com plantas alimentícias aumenta o risco de confusão. Nem toda planta da família Araceae é própria para consumo, e a identificação por aparência não é suficiente para liberar o uso culinário.

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Por que importa para o agro

O alerta também interessa a produtores de mudas, viveiristas, paisagistas e criadores de animais. Plantas ornamentais tóxicas podem ser levadas para propriedades rurais, chácaras e áreas de circulação de crianças, cães e gatos.

No manejo, o principal cuidado é impedir que folhas, caules subterrâneos ou rizomas sejam oferecidos como alimento. O contato com a seiva também exige atenção. O uso de luvas e a higienização das mãos reduzem o risco durante a retirada ou poda.

A presença de uma espécie não identificada em pastos, hortas ou canteiros deve ser tratada com cautela. O material não deve ser incorporado à alimentação animal nem misturado a plantas destinadas ao consumo humano.

Dados e contexto

  • Identificação: orelha-de-elefante panduriforme.
  • Família botânica: Araceae.
  • Uso principal: ornamental.
  • Partes tóxicas citadas pelo especialista: folhas e rizomas.
  • Orientação da Embrapa: em caso de suspeita de intoxicação por planta, uma amostra pode ajudar na identificação médica.
Guias da Embrapa sobre plantas tóxicas em jardins recomendam levar folhas, ramos, flores ou frutos ao atendimento quando houver suspeita de envenenamento. A ingestão de plantas do grupo “orelha-de-elefante” pode provocar ardência na boca, salivação, dor ou dificuldade para engolir, náusea e vômito.

Se houver ingestão ou reação após contato, a orientação é buscar atendimento médico ou veterinário imediatamente. Não se deve induzir o vômito nem testar receitas caseiras.

O que observar daqui pra frente

Produtores e moradores devem retirar plantas desconhecidas de áreas acessíveis a crianças e animais, mantendo a identificação registrada sempre que possível. A confirmação por agrônomo, técnico agrícola ou serviço de saúde evita confusão com taioba e outras espécies comestíveis. Em propriedades rurais, a inspeção periódica de quintais, hortas, bebedouros e cercas ajuda a reduzir acidentes.

Fontes

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