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Paraná reforça barreiras sanitárias após foco de Newcastle em SC

Adapar amplia fiscalização de aves vivas e orienta granjas do Paraná a reforçar biosseguridade após foco da doença de Newcastle em Santa Catarina.

27 de outubro de 2026 4 min de leitura
Paraná reforça barreiras sanitárias após foco de Newcastle em SC

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) ampliou a vigilância sanitária depois da confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. O Paraná reforçou a fiscalização nas divisas e dentro do estado para impedir a entrada do vírus e proteger a produção avícola.

O que aconteceu

A Adapar intensificou a inspeção do trânsito de aves vivas, principalmente frangos e perus. Fiscais atuam em postos fixos nas divisas com Santa Catarina e em operações volantes nas estradas do interior paranaense.

As equipes conferem a Guia de Trânsito Animal (GTA), a origem e o destino das cargas, além das condições de transporte. Também verificam se os veículos passaram por limpeza e desinfecção adequadas antes do deslocamento.

O Serviço Veterinário Oficial mantém o acompanhamento de granjas comerciais e criações de subsistência. Até o momento, os programas de monitoramento não indicam a presença da doença de Newcastle ou de influenza aviária de alta patogenicidade no Paraná.

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Por que importa para o agro

A doença de Newcastle pode provocar sinais respiratórios, neurológicos e digestivos nas aves, além de mortalidade elevada em determinadas situações. A circulação do vírus exige resposta rápida porque o transporte de animais, pessoas, veículos e equipamentos pode ampliar a disseminação entre propriedades.

O Paraná é um dos principais polos avícolas do país e tem forte participação nas exportações de carne de frango. Um foco dentro do estado poderia gerar restrições de trânsito, abates sanitários, custos adicionais de controle e impactos comerciais, dependendo da dimensão e da localização da ocorrência.

Para o produtor, a prevenção reduz o risco de interrupção da atividade. Medidas como controle de visitantes, desinfecção de instalações, restrição ao trânsito de veículos e proteção contra aves silvestres devem ser mantidas diariamente, não apenas durante períodos de alerta.

Dados e contexto

  • O foco inicial em Santa Catarina foi confirmado em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba.
  • A vigilância também alcança propriedades de subsistência e estabelecimentos comerciais.
  • A fiscalização considera documentação sanitária, origem, destino, limpeza e desinfecção dos veículos.
  • O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) coordena as ações nacionais de investigação, contenção e vigilância.
  • Em Santa Catarina, as medidas oficiais incluem investigação epidemiológica, controle do trânsito e procedimentos de despovoamento sanitário quando necessário.
A Adapar orienta os produtores a manter telas e cercas em boas condições, impedir o contato das aves com pássaros silvestres e controlar a entrada de pessoas. Também recomenda monitorar diariamente o consumo de água e ração, o comportamento das aves, sinais clínicos e eventuais aumentos de mortalidade.

O que observar daqui para frente

Produtores devem acompanhar novas determinações da Adapar e do Mapa, especialmente sobre trânsito de animais e produtos. Suspeitas de doença, mortalidade fora do padrão ou sinais respiratórios e neurológicos precisam ser comunicadas imediatamente ao serviço veterinário oficial. A manutenção rigorosa dos protocolos de biosseguridade será decisiva para preservar a produção e evitar restrições comerciais.

Fontes

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