Gestão

Prêmio Mulheres do Agro reforça protagonismo feminino no campo

Premiação da Bayer e Abag destaca produtoras e pesquisadoras que puxam inovação e sustentabilidade no agronegócio.

27 de agosto de 2026 4 min de leitura
Prêmio Mulheres do Agro reforça protagonismo feminino no campo

O Prêmio Mulheres do Agro, iniciativa da Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), vem se consolidando como uma das principais vitrines da liderança feminina no campo brasileiro. A premiação reconhece produtoras rurais e pesquisadoras que transformam suas propriedades e projetos com gestão profissional, inovação e foco em sustentabilidade, em linha com as demandas atuais do agronegócio.

O que aconteceu

Na edição mais recente, o prêmio voltou a destacar histórias de mulheres que comandam pequenas, médias e grandes propriedades, além de cientistas responsáveis por pesquisas aplicadas ao agro. As categorias se dividem em Produtora Rural — com recorte por tamanho de propriedade — e Ciência e Pesquisa, voltada às profissionais da academia e instituições de pesquisa.

A cerimônia de entrega, prevista para ocorrer em agosto, reúne finalistas selecionadas em todo o país e funciona como espaço de discussão de temas como saúde do solo, redução de emissões e práticas alinhadas a ESG. Desde 2018, quando foi criado, o prêmio já reconheceu dezenas de mulheres e ampliou sua pauta de gestão, inovação e sustentabilidade.

Imagem

Por que importa para o agro

O prêmio joga luz sobre um movimento estrutural: a presença crescente de mulheres na gestão de fazendas e projetos de pesquisa que impactam diretamente produtividade, custos e acesso a mercados. Pesquisas citadas pela organização indicam que mais de 80% dos entrevistados veem as produtoras como mais criativas, questionadoras e propositivas, perfil que favorece adoção de tecnologia e boas práticas.

Ao destacar casos concretos, a iniciativa ajuda a quebrar barreiras culturais e estimula sucessão familiar com maior participação feminina na tomada de decisão. Isso se traduz em propriedades mais organizadas, com melhor controle financeiro, atenção a indicadores de produção e maior abertura a temas como certificação, rastreabilidade e cumprimento de requisitos ambientais.

Dados e contexto

O agronegócio brasileiro ainda é majoritariamente masculino, mas os números mostram avanço das mulheres em pontos-chave da cadeia:

  • Segundo o IBGE, as mulheres já respondem por cerca de 18% das pessoas ocupadas na agropecuária em caráter principal, com maior presença em regiões Sul e Sudeste.
  • Levantamentos de organizações setoriais indicam crescimento da participação feminina na gestão de propriedades, com destaque para agricultura de grãos, hortifruticultura e pecuária leiteira.
  • A criação do Prêmio Mulheres do Agro, em 2018, acompanha esse movimento. Desde então, mais de 50 mulheres teriam sido reconhecidas em diferentes edições, segundo reportagens de veículos especializados.
  • Em ciência e pesquisa, instituições como Embrapa e universidades federais registram aumento de mulheres liderando projetos de manejo de solo, controle de pragas, genética e agricultura de baixo carbono.
IndicadorSituação recente
Participação feminina na agropecuária (IBGE)~18% das ocupações principais
Mulheres reconhecidas pelo prêmio desde 2018+50 produtoras e pesquisadoras
Foco das pesquisas premiadasInovação, sustentabilidade, aumento de produtividade

Esse conjunto de dados reforça que o protagonismo feminino não é apenas pauta de diversidade, mas componente direto de competitividade, já que gestão profissional e visão de longo prazo tendem a reduzir riscos e ampliar resultados.

O que observar daqui pra frente

Para o produtor e para a cadeia, a atenção deve estar em duas frentes: ampliar a participação de mulheres na gestão de propriedades e projetos técnicos, e aproveitar a rede criada por iniciativas como o Prêmio Mulheres do Agro para acelerar adoção de práticas sustentáveis e inovadoras. A tendência é que bancos, compradores e programas públicos valorizem cada vez mais propriedades bem geridas, com diversidade na liderança e aderência a critérios ESG, abrindo oportunidades de crédito, mercado e valorização da produção.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo