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RS confirma novo caso de gripe aviária em aves de subsistência

Caso em Selbach amplia a vigilância sanitária para 68 propriedades e reforça os protocolos de prevenção no Rio Grande do Sul.

07 de outubro de 2026 3 min de leitura
RS confirma novo caso de gripe aviária em aves de subsistência

O Rio Grande do Sul confirmou um novo caso de influenza aviária de alta patogenicidade em aves de subsistência no município de Selbach, na região do Alto Jacuí. O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP). A ocorrência ampliou a vigilância sanitária para 68 propriedades localizadas em um raio de três quilômetros.

O que aconteceu

O caso foi identificado em uma criação não comercial de aves. Após a confirmação laboratorial, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) iniciou as medidas previstas no protocolo de emergência sanitária para influenza aviária.

As equipes realizarão visitas nas propriedades situadas na área próxima ao foco. O trabalho inclui inspeção das aves, investigação de sinais clínicos, coleta de informações sobre movimentação de animais e orientação aos responsáveis pelas criações.

Também estão previstas ações de educação sanitária na comunidade. A estratégia busca identificar rapidamente possíveis novos casos e reduzir o risco de disseminação para outras criações, especialmente granjas comerciais localizadas na região.

Por que importa para o agro

A ocorrência foi registrada em aves de subsistência, e não há indicação, nas informações divulgadas, de um novo foco em granja comercial. Essa diferença é relevante porque a produção industrial concentra maior volume de aves, movimentação de animais e impacto potencial sobre o abastecimento e as exportações.

Mesmo assim, qualquer detecção exige resposta rápida. A influenza aviária pode provocar alta mortalidade nas aves e gerar restrições sanitárias, aumento de custos com controle e pressão sobre a logística de transporte. Para o produtor, biosseguridade e comunicação imediata de suspeitas continuam sendo as principais medidas de proteção.

Dados e contexto

  • Município: Selbach, no Alto Jacuí, Rio Grande do Sul.
  • Tipo de ocorrência: influenza aviária de alta patogenicidade em aves de subsistência.
  • Área de vigilância imediata: raio de três quilômetros ao redor do caso.
  • Propriedades sob vistoria: 68.
  • Laboratório responsável pela confirmação: LFDA de Campinas, ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A vigilância oficial combina inspeções em propriedades, investigação epidemiológica e orientação aos criadores. Em ocorrências anteriores no estado, as autoridades também adotaram ações em áreas maiores, conforme o risco e a localização do foco.

O Rio Grande do Sul já registrou casos de influenza aviária em diferentes contextos, incluindo ocorrência em aves comerciais em Montenegro, confirmada pelo Mapa em maio de 2025. Naquele episódio, foram aplicadas medidas de controle em zonas de proteção e vigilância, com inspeções em propriedades próximas.

O que observar daqui pra frente

Produtores devem monitorar diariamente as aves e comunicar mortalidade elevada, queda acentuada na produção de ovos, sinais respiratórios ou neurológicos ao serviço veterinário oficial. O acesso de pessoas, veículos e equipamentos deve ser controlado, e aves domésticas não devem ter contato com aves silvestres. A evolução das 68 vistorias será decisiva para indicar se o caso permanece isolado ou exige novas medidas.

Fontes

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