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Santa Catarina confirma terceiro foco de doença de Newcastle em aves

Novo foco envolve 9.600 aves em Nova Erechim, dentro da área de emergência zoossanitária criada no Oeste catarinense.

02 de novembro de 2026 4 min de leitura
Santa Catarina confirma terceiro foco de doença de Newcastle em aves

Santa Catarina confirmou o terceiro foco da doença de Newcastle em uma criação avícola no Oeste do estado. O caso foi identificado em Nova Erechim, em uma granja com 9.600 aves, dentro da área de emergência zoossanitária decretada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A detecção amplia a vigilância sobre a região e mantém o alerta para a cadeia de produção de aves.

O que aconteceu

O novo foco foi localizado durante ações de vigilância realizadas pelo Serviço Veterinário Oficial. Segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), as aves não apresentavam sintomas clínicos da doença no momento da identificação.

Nova Erechim está entre os quatro municípios incluídos na área de emergência zoossanitária: Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. O primeiro foco foi confirmado em 18 de outubro, em Nova Itaberaba. O segundo ocorreu em Coronel Freitas, em 24 de outubro.

Após a confirmação, o raio de vigilância foi ampliado em aproximadamente 9,5 quilômetros. As equipes intensificaram a investigação epidemiológica, o monitoramento de propriedades e o controle da movimentação de aves e produtos avícolas.

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Por que importa para o agro

A doença de Newcastle é viral e afeta aves comerciais, de subsistência e silvestres. Mesmo sem sinais clínicos, a identificação de animais positivos exige resposta rápida para evitar a disseminação entre granjas e reduzir riscos sanitários e comerciais.

Para o produtor, as principais consequências são a restrição de trânsito, a necessidade de reforçar a biosseguridade e possíveis perdas decorrentes do despovoamento sanitário. Na indústria, focos podem provocar exigências adicionais de compradores e mudanças temporárias nos fluxos de exportação.

O impacto tende a ser limitado quando o foco permanece regionalizado. O Mapa informa que a estratégia de regionalização sanitária ajuda a concentrar restrições na área afetada, evitando bloqueios comerciais mais amplos quando os protocolos de controle são cumpridos.

Dados e contexto

  • Local do terceiro foco: Nova Erechim, no Oeste de Santa Catarina.
  • Plantel envolvido: 9.600 aves.
  • Situação clínica: aves sem sintomas, segundo a Cidasc.
  • Primeiro foco: Nova Itaberaba, confirmado em 18 de outubro.
  • Segundo foco: Coronel Freitas, confirmado em 24 de outubro.
  • Área de emergência: quatro municípios, com duração prevista de 60 dias.
  • Diagnóstico: realizado dentro das ações oficiais de vigilância e resposta sanitária.
Em Coronel Freitas, o despovoamento sanitário já havia sido concluído, enquanto os procedimentos de limpeza e desinfecção permaneciam em andamento. Essas medidas fazem parte do plano de contingência para influenza aviária e doença de Newcastle.

A Embrapa classifica a doença de Newcastle entre as principais enfermidades virais que afetam a avicultura. O controle depende de vigilância contínua, comunicação imediata de suspeitas, higiene rigorosa e cumprimento das regras oficiais de movimentação.

O que observar daqui pra frente

Produtores da região devem acompanhar as orientações da Cidasc e do Mapa, restringir o acesso às granjas, controlar veículos e visitantes e comunicar sinais suspeitos ou mortalidade incomum. O mercado deve monitorar novos focos, alterações na área de restrição e eventuais decisões de parceiros comerciais. A rapidez na contenção será decisiva para preservar a produção e limitar perdas.

Fontes

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