Manejo

São Paulo muda regra para corte de laranjeiras com greening

Nova norma paulista diferencia a erradicação de laranjeiras conforme a incidência do greening em cada município.

28 de setembro de 2026 3 min de leitura
São Paulo muda regra para corte de laranjeiras com greening

São Paulo adotou novos critérios para a eliminação de laranjeiras contaminadas pelo greening, doença também conhecida como HLB. A exigência agora varia conforme o nível de incidência registrado em cada município. A medida altera o manejo dos pomares e concentra a erradicação obrigatória nas áreas com maior risco de disseminação.

O que aconteceu

Municípios com incidência de até 10% de plantas sintomáticas são classificados como áreas de baixa incidência. Nesses locais, o produtor deve eliminar todas as plantas com sintomas de greening, independentemente da idade.

Nas áreas com incidência superior a 10%, consideradas de alta incidência, a retirada obrigatória alcança as plantas sintomáticas com até três anos de idade. O objetivo é impedir que árvores jovens se tornem fontes de contaminação e acelerem a expansão da doença no pomar.

A classificação será revisada anualmente com base nos dados consolidados do ano anterior. O produtor continua responsável pelo corte ou arranquio da planta e pelo controle das brotações, sem direito a indenização.

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Por que importa para o agro

O greening não tem cura e é transmitido pelo psilídeo Diaphorina citri. Plantas infectadas reduzem a produtividade, produzem frutos de menor qualidade e podem comprometer a viabilidade econômica do pomar. A eliminação das árvores doentes é uma das principais medidas para reduzir a pressão da doença.

A nova regra cria uma resposta proporcional ao cenário de cada município. Em regiões de baixa incidência, a erradicação integral busca preservar o status sanitário local. Nas áreas mais afetadas, a prioridade passa a ser a retirada de plantas jovens, combinada com inspeções frequentes e controle do inseto vetor.

Para o produtor, a mudança pode reduzir a necessidade de eliminar árvores adultas em municípios de alta incidência. Em contrapartida, exige monitoramento rigoroso, registros atualizados e decisão rápida quando surgirem os primeiros sintomas.

Dados e contexto

  • A regra paulista considera 10% o limite entre baixa e alta incidência.
  • Em áreas de baixa incidência, todas as plantas sintomáticas devem ser eliminadas.
  • Em áreas de alta incidência, a exigência obrigatória alcança plantas sintomáticas de até três anos.
  • O greening também afeta limões e tangerinas, além da laranja.
  • A norma federal exige monitoramento dos pomares, controle do psilídeo, eliminação de plantas infectadas e restrições para mudas e frutos.
  • Levantamento do Fundecitrus apontou greening em 48,08% das laranjeiras do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro em 2026.
A regra estadual detalha a aplicação das medidas de controle dentro das diretrizes fitossanitárias do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O Fundecitrus acompanha a evolução da doença e orienta produtores sobre inspeção, manejo do vetor e erradicação.

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar a classificação do próprio município, realizar inspeções regulares e eliminar rapidamente plantas sintomáticas dentro dos critérios estabelecidos. Também precisam reforçar o controle do psilídeo, usar mudas certificadas e manter os registros do pomar atualizados. A evolução anual dos índices pode alterar a categoria da região e, consequentemente, o alcance da obrigação de corte.

Fontes

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