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SC declara emergência zoossanitária após foco de Newcastle em granja de perus

Medida vale por 60 dias e abrange quatro municípios do Oeste catarinense após confirmação da doença em uma criação comercial.

20 de outubro de 2026 4 min de leitura
SC declara emergência zoossanitária após foco de Newcastle em granja de perus

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) declarou emergência zoossanitária por 60 dias em quatro municípios de Santa Catarina após a confirmação de um foco de Doença de Newcastle em uma granja comercial de perus. A medida amplia a vigilância e restringe a movimentação de aves no Oeste do estado, uma das principais regiões avícolas do país.

O que aconteceu

O foco foi identificado em um estabelecimento de avicultura comercial de corte localizado em Nova Itaberaba. A criação tinha aproximadamente 6 mil aves. O diagnóstico foi confirmado por exames laboratoriais realizados após investigação do Serviço Veterinário Oficial.

A emergência abrange Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. A granja foi interditada, e a saída de aves do local está suspensa. As ações de controle seguem o Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

As medidas incluem vigilância epidemiológica, inspeções em propriedades próximas, coleta de amostras, limpeza e desinfecção das instalações e, conforme o protocolo sanitário, sacrifício das aves do foco. O trabalho é conduzido pelo Mapa em conjunto com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e o setor produtivo.

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Por que importa para o agro

Santa Catarina concentra uma cadeia integrada de produção de aves, com forte presença de granjas, agroindústrias, transportadores e fornecedores de insumos. Um foco de Newcastle pode afetar o trânsito de animais, ovos, ração, equipamentos e pessoas, além de elevar custos de biosseguridade e fiscalização.

A doença também pode provocar impactos comerciais caso compradores ou mercados adotem restrições à produção regional. A resposta rápida reduz o risco de disseminação e ajuda a preservar a confiança nos controles sanitários brasileiros. Para o produtor, o cumprimento das regras de trânsito e a comunicação imediata de suspeitas são medidas centrais.

Dados e contexto

  • Prazo da emergência: 60 dias.
  • Municípios incluídos: Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
  • Plantel no foco: cerca de 6 mil perus.
  • Área monitorada: aproximadamente 133 propriedades, segundo informações divulgadas pelo Mapa.
  • Diagnóstico: confirmado em laboratório oficial após investigação epidemiológica.
A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral de notificação obrigatória que pode causar sinais respiratórios, neurológicos, queda de produção e mortalidade em aves. A ocorrência exige isolamento, investigação, controle de movimentação e reforço das medidas de biosseguridade.

O Mapa orienta que sinais como dificuldade respiratória, alterações neurológicas, queda brusca no consumo de água e ração ou mortalidade elevada sejam comunicados ao serviço veterinário oficial. Em Santa Catarina, a Cidasc participa do atendimento e da vigilância nas propriedades.

O que observar daqui para frente

O principal ponto será o resultado do monitoramento das propriedades nos quatro municípios. Produtores devem restringir visitas, reforçar a desinfecção de veículos e equipamentos, manter registros de entrada e saída e evitar qualquer movimentação de aves sem autorização. Novos casos, se identificados, podem ampliar as restrições; a ausência de detecções adicionais favorece o encerramento da emergência ao fim do prazo.

Fontes

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