Manejo

Seca exige prioridade nutricional diferente em vacas, novilhas e machos

Na estiagem, vacas em lactação lideram a lista de atenção, seguidas por novilhas e garrotes, segundo orientação técnica divulgada pelo Canal Rural.

08 de agosto de 2026 4 min de leitura
Seca exige prioridade nutricional diferente em vacas, novilhas e machos

Na estiagem, nem todas as categorias do rebanho precisam do mesmo nível de atenção. Vacas em lactação entram no topo da prioridade, porque têm maior demanda por energia, proteína e minerais para manter a produção de leite e a condição corporal. Isso afeta diretamente a reprodução e o desempenho do lote.

A orientação também muda para novilhas e garrotes. Fêmeas jovens em crescimento ou gestação pedem mais cuidado do que animais já estruturados, e a suplementação precisa ser ajustada ao estágio de cada categoria.

O que aconteceu

A matéria do Canal Rural mostra que a definição da prioridade nutricional na seca deve considerar a função de cada grupo dentro do rebanho. Segundo a consultoria citada, vacas Gir em lactação devem receber a primeira atenção, porque a manutenção da amamentação consome mais nutrientes e influencia o próximo ciclo reprodutivo[1].

Na sequência aparecem as novilhas Nelore, principalmente quando estão gestantes ou em fase acelerada de crescimento ósseo e muscular[1]. Os garrotes ficam em terceiro lugar na hierarquia, já que apresentam menor exigência metabólica relativa em pasto seco[1].

A recomendação central é manter suplementação proteica para todas as categorias durante a seca, com ajuste conforme a condição corporal e a taxa de crescimento de cada lote[1].

Por que importa para o agro

Na prática, a seca reduz a qualidade do pasto e derruba o consumo de nutrientes. Quando o produtor não separa prioridades, pode perder condição corporal em vacas de cria, atrasar a reconcepção e comprometer a taxa de prenhez. O custo aparece depois, em menor produtividade e mais tempo para repor o rebanho.

O manejo correto também protege o investimento feito em genética e reposição. Novilhas mal nutridas chegam mais tarde ao peso ideal de cobertura e podem falhar na primeira gestação. Já os machos em crescimento, embora menos exigentes que vacas em lactação, também precisam de suporte para não travar desempenho na recria.

Dados e contexto

A própria Embrapa já aponta que vacas em cria, especialmente no final da gestação e lactação, estão entre as categorias mais exigentes do sistema de produção[2]. Em material técnico sobre recria, a instituição destaca que novilhas em crescimento e gestação exigem manejo diferenciado, porque ainda acumulam ganho corporal além da demanda reprodutiva[5][12].

CategoriaPrioridade na secaMotivo principal
Vacas em lactaçãoAlta demanda por leite e manutenção corporal
Novilhas gestantes ou em crescimentoCrescimento + reprodução
GarrotesMenor demanda relativa

Segundo a Embrapa, novilhas de raças grandes podem exigir ganho diário de 700 a 800 g para chegar ao primeiro parto com peso adequado, o que reforça a necessidade de suplementação estratégica em períodos de pasto fraco[16]. Em outra publicação, a instituição aponta que o intervalo de partos ideal gira em torno de 12 a 13 meses, o que depende de boa condição nutricional no pós-parto[18].

O que observar daqui pra frente

O produtor deve revisar lotes, separar categorias e medir condição corporal antes de decidir a suplementação. Em pastagens mais secas e fibrosas, a suplementação proteica tende a ser o primeiro ajuste para evitar perda de peso e queda de desempenho. Onde houver vacas em lactação e novilhas de reposição no mesmo sistema, a divisão por lote pode fazer diferença no resultado da estação seguinte.

Fontes

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