Manejo

Uso racional de NPK reduz custos na produção de cebola em Santa Catarina

Recomendação da Epagri reduziu em 40% o uso de fertilizantes e gerou benefício econômico de R$ 62,47 milhões no estado.

01 de novembro de 2026 3 min de leitura
Uso racional de NPK reduz custos na produção de cebola em Santa Catarina

A adoção de recomendações mais precisas de nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) reduziu em 40% o uso de fertilizantes nas lavouras de cebola de Santa Catarina. Desenvolvida pela Epagri, a tecnologia diminuiu custos, melhorou o desempenho da cultura e gerou R$ 62,47 milhões em benefícios econômicos no estado.

O que aconteceu

O trabalho começou com pesquisas para ajustar a quantidade de nutrientes necessária à cebola, considerando produtividade esperada e características do solo. A proposta substitui aplicações excessivas por doses calculadas de acordo com a necessidade da lavoura.

Segundo o Relatório de Avaliação dos Impactos das Tecnologias e Ações Geradas pela Epagri de 2025, a redução no uso de fertilizantes diminuiu em cerca de 10% o custo médio de produção da cebola em Santa Catarina. O resultado foi acumulado ao longo de 20 anos de adoção das recomendações.

A adubação equilibrada também contribuiu para reduzir perdas depois da colheita. O manejo adequado do nitrogênio melhora a conservação dos bulbos durante o armazenamento e ajudou a reduzir as perdas pós-colheita em 21,4%.

Imagem

Por que importa para o agro

Fertilizantes representam uma parcela relevante do custo das hortaliças. A redução do uso de NPK diminui a exposição do produtor às oscilações nos preços dos insumos e melhora a margem da atividade, sem depender apenas da elevação da produtividade.

O manejo também reduz o risco de desequilíbrios nutricionais. Doses acima da necessidade podem elevar custos, favorecer problemas fitossanitários e aumentar perdas ambientais. Para a cadeia da cebola, menos desperdício no campo e no armazenamento significa maior volume comercializado e melhor aproveitamento da produção.

Dados e contexto

  • 40%: redução no uso de fertilizantes nas lavouras catarinenses de cebola ao longo de 20 anos.
  • 10%: queda estimada no custo médio de produção.
  • 21,4%: redução nas perdas pós-colheita.
  • R$ 62,47 milhões: benefícios econômicos calculados para o estado no Balanço Social 2025 da Epagri.
  • NPK: combinação de nitrogênio, fósforo e potássio, nutrientes essenciais para o desenvolvimento da cultura.
As recomendações devem considerar análise de solo, produtividade esperada e o histórico da área. A Epagri mantém tabelas de adubação específicas para diferentes níveis de fertilidade. A Embrapa também orienta o parcelamento de nitrogênio e potássio em cobertura, prática que melhora o aproveitamento dos nutrientes pela planta.

A orientação técnica evita que o produtor aplique uma dose fixa em todas as áreas. Talhões com fertilidade alta, por exemplo, podem exigir menos fósforo e potássio do que áreas com baixos teores desses nutrientes.

O que observar daqui para frente

O principal desafio é ampliar o acesso à análise de solo, assistência técnica e recomendações atualizadas. Produtores devem comparar custo por hectare, produtividade comercial e perdas no armazenamento antes de alterar o manejo. A oportunidade está em transformar a adubação em uma decisão baseada em dados, reduzindo desperdícios sem comprometer o rendimento e a qualidade dos bulbos.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo