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Abag propõe agenda de longo prazo para o agronegócio brasileiro

Plano da Abag reúne mais de 80 prioridades para ampliar a competitividade, reduzir riscos e fortalecer o financiamento do agronegócio.

07 de outubro de 2026 4 min de leitura
Abag propõe agenda de longo prazo para o agronegócio brasileiro

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) apresentou um plano estratégico para orientar o desenvolvimento do setor nas próximas décadas. A proposta busca ampliar o financiamento privado, melhorar a gestão de riscos e aumentar a competitividade da agroindústria brasileira. O documento também responde a problemas como a baixa cobertura do seguro rural e a falta de previsibilidade para investimentos.

O que aconteceu

A agenda foi construída com representantes do setor produtivo e reúne mais de 80 fatores prioritários. O objetivo é criar diretrizes que ultrapassem os ciclos de governo e ofereçam uma visão de Estado para o agronegócio.

Segundo a proposta, o planejamento deve considerar um horizonte de 20 a 40 anos. A Abag defende maior integração entre produtores, indústria, serviços, governo e instituições de pesquisa para transformar as vantagens naturais do país em ganhos de produtividade e valor agregado.

O plano está organizado em três dimensões estratégicas, sete pilares e 23 temas estruturantes. Entre os assuntos estão ambiente regulatório, ciência e tecnologia, insumos, infraestrutura, crédito, seguro, comunicação e presença internacional.

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Por que importa para o agro

A previsibilidade é central para decisões de longo prazo no campo. Investimentos em armazenagem, irrigação, conectividade, máquinas e processamento dependem de crédito, regras estáveis e mecanismos capazes de reduzir perdas provocadas por eventos climáticos.

A cobertura do seguro rural deve alcançar apenas 3,3% da área plantada em 2025, segundo os dados apresentados na matéria. Esse nível limita a proteção financeira do produtor e aumenta a dependência de renegociações de dívida ou de medidas emergenciais após estiagens, geadas e enchentes.

Para a cadeia produtiva, a agenda também sinaliza a necessidade de reduzir o custo Brasil. Melhorias em logística, energia, conectividade e oferta de insumos podem diminuir gargalos, melhorar margens e ampliar a capacidade de exportação de produtos processados.

Dados e contexto

TemaProposta da Abag
HorizontePlanejamento de 20 a 40 anos
PrioridadesMais de 80 fatores estratégicos
Estrutura3 dimensões, 7 pilares e 23 temas
Seguro ruralAmpliação da cobertura e criação de mecanismos contra catástrofes climáticas
CompetitividadeInvestimentos em inovação, infraestrutura, insumos e agregação de valor

Entre as medidas defendidas está a criação de um marco plurianual para crédito e seguro rural. A entidade também propõe um Fundo Nacional de Catástrofes Climáticas, voltado à proteção do setor diante do aumento da frequência e da intensidade dos eventos extremos.

A agenda inclui ainda o fortalecimento da agricultura tropical, da biotecnologia e da governança de dados. A proposta é usar ciência e inovação para elevar a produtividade, diversificar as exportações e ampliar a participação brasileira em alimentos, bioenergia, biomateriais e soluções de base biológica.

O que observar daqui para frente

O principal ponto será a transformação das propostas em políticas públicas, instrumentos de crédito e investimentos privados. Produtores e empresas devem acompanhar a evolução do seguro rural, das regras para inovação, da infraestrutura logística e da disponibilidade de insumos. A execução, mais do que o diagnóstico, definirá o impacto da agenda sobre a competitividade do agro brasileiro.

Fontes

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