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Abate de bovinos e suínos sobe no 2º trimestre, enquanto frangos recuam

Abate de bovinos e suínos cresceu no 2º trimestre, mas o de frangos caiu frente ao 1º trimestre, acendendo alerta para ajustes na oferta e nos preços no campo.

19 de agosto de 2026 4 min de leitura
Abate de bovinos e suínos sobe no 2º trimestre, enquanto frangos recuam

O abate de bovinos e suínos cresceu no 2º trimestre, enquanto o de frangos recuou em relação ao 1º trimestre, segundo dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais do IBGE. O movimento mostra ajuste de oferta entre as cadeias e ajuda a entender o comportamento recente dos preços da carne no atacado e no varejo.

O que aconteceu

O IBGE registrou aumento no número de bovinos abatidos no 2º trimestre, tanto na comparação com o trimestre anterior quanto frente ao mesmo período do ano passado. O avanço consolida a fase de maior oferta de gado terminado, puxada por pastagens ainda favoráveis e pela redução gradual do confinamento mais caro.

Na suinocultura, o abate também cresceu, acompanhando a expansão da produção e o ganho de produtividade dos sistemas integrados. A indústria opera com plantas em ritmo forte, aproveitando custos de ração mais comportados e demanda interna em recuperação.

Já na avicultura de corte, o abate de frangos mostrou queda na comparação com o 1º trimestre, mesmo com leve alta em relação ao mesmo período do ano anterior. O recuo indica ajuste de alojamento de pintos e de carga nos frigoríficos, após um início de ano mais aquecido.

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Por que importa para o agro

Para o produtor de gado de corte, o aumento de abate significa maior oferta de carne e pressão sobre a arroba, principalmente em regiões com forte participação de frigoríficos exportadores. Ao mesmo tempo, o movimento abre espaço para escoar lotes represados e organizar melhor a escala de abate.

Na cadeia de suínos e frangos, a diferença de ritmo entre abate de suínos em alta e frangos em leve recuo impacta preços relativos das proteínas. Isso pode deslocar consumo no varejo e alterar contratos de integração, exigindo planejamento fino de granjas, cooperativas e indústrias.

Dados e contexto

Dados recentes da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais do IBGE mostram:

  • Abate de bovinos em alta no 2º trimestre, com crescimento frente ao trimestre anterior e ao mesmo período do ano anterior.
  • Abate de suínos também em expansão, acompanhando o aumento da produção em sistemas integrados.
  • Abate de frangos com recuo em relação ao 1º trimestre, mas ainda ligeiramente acima do 2º trimestre do ano anterior.
O IBGE destaca que o crescimento do abate de bovinos tem sido influenciado por maior descarte de fêmeas e pelo avanço das exportações, com mercados como China e Oriente Médio absorvendo boa parte da carne. Na suinocultura, a expansão é sustentada pelo consumo interno e pelas vendas externas para mercados asiáticos.

Na avicultura, o ajuste no abate reflete decisões de alojamento tomadas meses antes, em resposta a margens apertadas e à volatilidade dos preços do milho e da soja. Conab e Embrapa apontam que a queda dos custos de ração ao longo do ano melhora a competitividade, mas a indústria evita excesso de oferta para não derrubar ainda mais os preços ao produtor.

O que observar daqui pra frente

Produtores e indústrias devem acompanhar a combinação entre oferta, custos de alimentação e demanda, tanto interna quanto externa. Se o abate de bovinos e suínos continuar em alta e o de frangos seguir ajustado, o mercado pode ver mudança no mix de consumo de proteínas, com reflexos diretos nas cotações da arroba, da carcaça suína e do frango no atacado. Decisões de confinamento, alojamento e investimentos em integração precisarão considerar esse cenário de forma mais cautelosa.

Fontes

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