Abrapa entrega carta aos presidenciáveis com agenda para o algodão
Entidade propõe medidas para preservar a competitividade do algodão brasileiro entre 2027 e 2030.
A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) entregou aos candidatos à Presidência uma carta com as prioridades da cotonicultura para o período de 2027 a 2030. O documento defende que a cadeia seja tratada como estratégica para o desenvolvimento econômico, a indústria, o comércio exterior e as regiões produtoras.
O que aconteceu
A chamada “Carta Aberta aos Presidenciáveis” foi apresentada durante o Congresso Brasileiro do Algodão. O texto reúne propostas em oito frentes: fertilizantes, bioinsumos, segurança jurídica, reforma tributária, abertura comercial, infraestrutura, política agrícola e valorização das fibras naturais.
A Abrapa pede que a competitividade do algodão se transforme em política de Estado, com ações contínuas entre governos. A entidade também defende maior coordenação entre produção, pesquisa, tecnologia, indústria têxtil e comércio exterior.
Entre as medidas estão a redução da dependência de fertilizantes importados, a regulamentação dos bioinsumos e a preservação da competitividade do setor durante a implementação da reforma tributária.
Por que importa para o agro
O algodão brasileiro depende de custos competitivos, logística eficiente e acesso a mercados externos. Problemas em fertilizantes, transporte, crédito ou tributação afetam diretamente a margem do produtor e a capacidade de o país disputar compradores internacionais.
A carta também aborda a gestão de riscos. A Abrapa pede modernização dos instrumentos de crédito, ampliação do seguro rural e criação de novas garantias e fontes de financiamento. A demanda ocorre em um cenário de maior exposição a eventos climáticos extremos e de aumento do endividamento rural.
Para a cadeia, a abertura de mercados é tão relevante quanto a produção. A entidade propõe acelerar negociações comerciais e reforçar a atuação diplomática e sanitária para reduzir barreiras tarifárias e não tarifárias, além de diversificar os destinos das exportações.
Dados e contexto
A Abrapa representa produtores responsáveis por 99% da área plantada e da produção nacional de algodão, além de 100% das exportações brasileiras da fibra. O peso institucional da entidade amplia a relevância da agenda apresentada aos candidatos.
| Frente | Principal demanda |
|---|---|
| Fertilizantes | Reduzir a dependência de importações |
| Bioinsumos | Regulamentar e ampliar o uso de tecnologias biológicas |
| Tributação | Preservar a competitividade na reforma tributária |
| Logística | Investir em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e armazenagem |
| Financiamento | Ampliar seguro rural, crédito e acesso ao mercado de capitais |
| Comércio exterior | Diversificar mercados e enfrentar barreiras comerciais |
| Fibras naturais | Estimular indústria têxtil, inovação e compras públicas sustentáveis |
A entidade também defende uma política nacional de valorização das fibras naturais. A proposta inclui incentivo a materiais de base biológica, inovação na indústria têxtil e campanhas sobre os benefícios ambientais e econômicos dessas fibras.
O que observar daqui pra frente
O principal ponto será a incorporação das propostas aos programas de governo e às políticas públicas do próximo ciclo presidencial. Produtores e empresas devem acompanhar mudanças na reforma tributária, regulamentação de bioinsumos, orçamento do seguro rural, obras de infraestrutura e novas negociações comerciais. A execução dessas medidas definirá se o Brasil conseguirá ampliar sua participação no mercado global sem perder rentabilidade interna.
Fontes
- AgFeed – Demandas da cotonicultura ao futuro governo
- CNN Brasil – Abrapa pede política de Estado para competitividade do algodão
- Abrapa – Notícias
- agfeed.com.br
- noticias.uol.com.br
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- abrapa.com.br
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