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Acordo UE-Mercosul: Oportunidades e Desafios para o Agro Brasileiro

Acordo comercial entre UE e Mercosul abre mercados para o agro brasileiro, mas enfrenta resistências francesas e pressões globais dos EUA.

09 de maio de 2026 2 min de leitura
Acordo UE-Mercosul: Oportunidades e Desafios para o Agro Brasileiro

O acordo comercial entre União Europeia e Mercosul avança em meio a tensões globais, prometendo acesso ampliado a um mercado de 450 milhões de consumidores. Para o Brasil, líder em exportações agrícolas, isso significa redução de tarifas em carnes, grãos e etanol, mas exige adaptações frente à concorrência EUA-UE.

O que aconteceu

No final de 2025, a UE e o Mercosul concluíram negociações de duas décadas. O pacto elimina 99% das tarifas em bens industriais e abre cotas para produtos agrícolas sul-americanos na Europa.

Entidades francesas pressionam Macron contra o acordo, alegando 2,87 bilhões de euros em importações de carne bovina, frango e milho. Lula se reúne com o presidente francês para defender o texto.

Paralelamente, EUA e UE firmaram acordo que reduz barreiras agrícolas entre eles, intensificando competição global.

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Por que importa para o agro

Produtores brasileiros ganham com exportações de soja, carne e café para a UE, diversificando além da China. A indústria nacional, que absorve 60% da produção agro, vê expansão em alimentos processados.

Desafios incluem rastreabilidade ambiental e certificações, essenciais para cumprir exigências europeias de sustentabilidade. Sem isso, perdas de mercado para americanos são reais.

Dados e contexto

ProdutoCotas UE (toneladas/ano)Valor estimado (€)
Carne bovina99 mil1,6 bi
Frango180 mil0,9 bi
Milho700 mil0,37 bi

Fontes: Comissão Europeia e entidades francesas. Brasil exportou US$ 45 bi em agro para UE em 2025 (Conab). Acordo Mercosul-UE complementa pressões de EUA e China sobre Europa (USDA).

Ministro Paulo Teixeira destaca benefícios para agricultura familiar em café e frutas.

O que observar daqui pra frente

Aprovação no Parlamento Europeu em 2026 é crucial; oposição francesa pode atrasar. Brasil deve priorizar sustentabilidade via Embrapa e buscar bilaterais com Ásia. Riscos: tarifas retaliatórias EUA; oportunidades: marcas fortes e processamento para agregar valor.

Fontes

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