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Expointer 2026 reage e movimenta R$ 6,2 bilhões em negócios

Após forte queda em 2025, Expointer volta a crescer, fatura R$ 6,2 bilhões e indica retomada gradual dos investimentos no agro gaúcho.

07 de setembro de 2026 4 min de leitura
Expointer 2026 reage e movimenta R$ 6,2 bilhões em negócios

A Expointer 2026, realizada em Esteio (RS), fechou a edição com cerca de R$ 6,2 bilhões em negócios, alta próxima de 40% em relação ao ano passado. O resultado marca uma retomada após a forte queda de 2025 e mostra que produtores e indústria voltaram a buscar investimentos em máquinas, animais e serviços, em um cenário ainda de reconstrução após enchentes e restrição de crédito.

O que aconteceu

A feira voltou a ganhar tração em 2026 depois de um tombo em 2025, quando o faturamento havia recuado para algo em torno de R$ 4,4 bilhões, bem abaixo do recorde de 2024, que passou de R$ 8 bilhões em negócios.[6][9][12][8]

O setor de máquinas e implementos agrícolas puxou a reação, respondendo pela maior parte das vendas e mostrando que produtores voltaram a planejar renovação de frota e investimentos em tecnologia de campo. Mesmo assim, o segmento ainda opera abaixo do pico de 2024, quando passou de R$ 7,3 bilhões em intenções de negócio na feira.[6][12][13]

A agricultura familiar também manteve participação relevante, com avanço no número de empreendimentos participantes e boa movimentação de vendas no pavilhão específico, reforçando o papel da feira como vitrine comercial para pequenos produtores.[7][11]

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Por que importa para o agro

O crescimento de 40% em negócios indica uma recuperação gradual da confiança do produtor após perdas climáticas e aperto financeiro. Mais máquinas financiadas e mais negócios fechados sinalizam disposição em investir em produtividade, tecnologia e expansão de área.

Para a indústria de máquinas, insumos e serviços, o resultado mostra que o Rio Grande do Sul volta ao mapa dos grandes negócios do agro, ainda que abaixo dos recordes recentes. Isso tende a destravar lançamentos, condições comerciais agressivas e maior oferta de crédito, com impacto direto na competitividade das cadeias de grãos, leite, proteína animal e arroz.

Dados e contexto

Em anos recentes, a Expointer consolidou-se como uma das maiores feiras agropecuárias da América Latina, com faturamentos bilionários e forte presença de máquinas:

AnoFaturamento totalVariação aproximada
2023~R$ 8,0 birecorde, forte alta[5][7][12]
2024**R$ 8,1 bi**+1,4% vs. 2023[9][10][12][13][15]
2025~R$ 4,4 biqueda de **45,5%** vs. 2024[8]
2026**R$ 6,2 bi**+40% vs. 2025, abaixo de 2024[1][6]

Alguns pontos de contexto:

  • Máquinas e implementos chegaram a mais de R$ 7,3 bilhões em 2024, dominando o faturamento da feira.[12][13]
  • Em 2025, os negócios recuaram forte, afetados por enchentes no RS e maior cautela do produtor, apesar de recorde de público.[7][8]
  • Em 2026, o crédito rural e a atuação de cooperativas de financiamento ajudaram a destravar operações, com liberações superiores a R$ 6 bilhões em poucas semanas por instituições como cooperativas de crédito.[11][14]
Esse movimento dialoga com dados nacionais de investimento em máquinas e equipamentos agrícolas, acompanhados por IBGE e MAPA, que mostram correlação direta entre disponibilidade de crédito rural e compras de bens de capital para o campo.

O que observar daqui pra frente

Os próximos meses vão mostrar se a reação vista na Expointer 2026 é pontual ou início de um novo ciclo de investimento. Produtores devem acompanhar de perto taxas de juros do crédito rural, condições de financiamento de máquinas, safras afetadas por clima e políticas de apoio ao Rio Grande do Sul. Se o ambiente seguir favorável, a feira pode voltar a se aproximar dos patamares de 2023–2024, abrindo espaço para mais tecnologia no campo e maior profissionalização da gestão nas propriedades.

Fontes

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