Manejo

Acrimat pede restrição a antimicrobianos só para gado exportado à Europa

A Acrimat quer que as novas restrições a antimicrobianos valham apenas para bovinos destinados à União Europeia, e não para todo o rebanho brasileiro.

18 de junho de 2026 3 min de leitura
Acrimat pede restrição a antimicrobianos só para gado exportado à Europa

A Associação dos Criadores de Mato Grosso quer que as novas regras sobre antimicrobianos na pecuária valham apenas para animais destinados à União Europeia. A entidade argumenta que ampliar a exigência para todo o rebanho brasileiro elevaria custos e criaria impacto desnecessário sobre produtores que não exportam para esse mercado.[4][7]

O que aconteceu

A Acrimat criticou a possibilidade de aplicar, em toda a pecuária nacional, as regras ligadas ao uso de antimicrobianos exigidas pela União Europeia. A posição foi apresentada em vídeo e repercutida por veículos do agro, com foco na defesa de uma regra mais restrita ao fluxo de exportação.[1][2][4]

Segundo a entidade, o controle rigoroso deveria ficar limitado aos bovinos do sistema Sisbov destinados ao mercado europeu. O argumento central é que a exigência sanitária não pode se transformar em custo generalizado para o restante do rebanho brasileiro.[1][2][7]

Imagem

A discussão ganhou força porque há pressão de diferentes elos da cadeia. De um lado, entidades exportadoras e parte da indústria querem ampliar as restrições. De outro, produtores defendem que a regra seja aplicada só ao lote com destino à Europa.[3][5]

Por que importa para o agro

Se a restrição for estendida para todo o rebanho, o efeito pode ser maior custo de produção, mais burocracia e necessidade de ajustes no manejo sanitário em sistemas que nem exportam para a União Europeia. Isso pesa especialmente para quem trabalha com escala menor e margem apertada.[4][5]

Se a regra ficar limitada ao gado habilitado para exportação, a cadeia consegue atender ao mercado europeu sem repassar exigências adicionais a todo o setor. Na prática, isso reduz o risco de uma norma internacional virar obrigação geral para a pecuária brasileira.[1][2]

Dados e contexto

TemaDado/posição
Posição da AcrimatRestrição aos antimicrobianos deve valer só para bovinos com destino à Europa
Público-alvo da regraAnimais do sistema **Sisbov**
Ponto de conflitoAplicação setorial x aplicação para todo o rebanho
Impacto citadoPossível aumento de custo e de exigências sanitárias

A discussão ocorre em um cenário de maior atenção ao uso de antimicrobianos na produção animal. O tema é sensível porque envolve sanidade, mercado externo e competitividade, três pontos que costumam influenciar preço, acesso a compradores e padronização produtiva.[3][4]

O que observar daqui pra frente

O mercado deve acompanhar se o Ministério da Agricultura vai definir uma regra específica para exportação ou se haverá exigência mais ampla. Também será importante observar a reação de frigoríficos, exportadores e entidades de produção, porque o desenho final da norma pode alterar custo, rastreabilidade e manejo sanitário nas fazendas.[3][6]

Fontes

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