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Açúcar sobe com oferta restrita enquanto mercado acompanha fim da safra de café

Preços do açúcar avançam com menor oferta em São Paulo, enquanto o encerramento da safra de café concentra a atenção do mercado.

23 de setembro de 2026 3 min de leitura
Açúcar sobe com oferta restrita enquanto mercado acompanha fim da safra de café

Os preços do açúcar seguem em alta no mercado paulista, em um cenário de oferta limitada para negociações no mercado spot. Ao mesmo tempo, o setor cafeeiro se aproxima do fim da colheita, etapa que reduz a disponibilidade imediata e aumenta a atenção sobre os próximos dados de produção e comercialização.

O que aconteceu

O açúcar cristal mantém trajetória de valorização em São Paulo. A oferta mais curta está ligada, entre outros fatores, à destinação de parte da cana-de-açúcar para a produção de etanol, reduzindo o volume direcionado ao açúcar.

O movimento ocorre em um momento de maior sensibilidade dos mercados agrícolas ao clima e ao ritmo de processamento das usinas. Com menor disponibilidade no mercado spot, compradores encontram menos lotes para negociação e pressionam as cotações.

No café, o avanço da colheita aproxima o encerramento dos trabalhos em diversas regiões produtoras. A transição para o período pós-colheita tende a deslocar o foco para estoques, qualidade dos grãos, exportações e ritmo de vendas dos produtores.

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Por que importa para o agro

Para as usinas, a valorização do açúcar melhora a remuneração do produto, mas a decisão entre açúcar e etanol continua dependendo dos preços relativos, da demanda e das condições industriais. A alocação da matéria-prima pode mudar ao longo da safra.

No café, o fim da colheita reduz a pressão operacional no campo, mas não elimina a volatilidade. Produtores que ainda têm café armazenado precisam acompanhar o mercado, o custo de carregamento dos estoques e as condições de venda. Torrefadoras e exportadores, por sua vez, monitoram a oferta disponível e a qualidade.

Dados e contexto

  • O mercado paulista registra alta do açúcar cristal, segundo dados acompanhados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
  • A oferta limitada no mercado spot é associada à destinação de cana para o etanol e ao ritmo de comercialização das usinas.
  • Na Bolsa de Nova York, o açúcar bruto chegou a 17,47 centavos de dólar por libra-peso no vencimento de outubro, maior nível desde abril de 2025, conforme informações divulgadas pelo Canal Rural.
  • A Conab estimou inicialmente a produção brasileira de café da safra 2026 em 66,2 milhões de sacas beneficiadas, alta de 17,1% sobre o ciclo anterior.
  • O calendário da Conab prevê levantamentos de café em fevereiro, maio, setembro e janeiro de 2027. Para a cana-de-açúcar, os dados da safra 2026/27 incluem produção, produtividade, área plantada e subprodutos.
A estimativa de maior produção de café não garante queda imediata dos preços. O resultado depende da qualidade, do consumo global, do câmbio, das exportações e do volume efetivamente disponível para comercialização.

O que observar daqui pra frente

No açúcar, o mercado deve acompanhar o ritmo de moagem, a proporção de cana destinada ao etanol, o clima e a disponibilidade de lotes em São Paulo. No café, os próximos indicadores da Conab, o avanço das vendas e os dados de exportação serão decisivos para avaliar se a maior produção prevista se converterá em oferta efetiva. Produtores e empresas devem evitar decisões baseadas apenas em movimentos pontuais de preço.

Fontes

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