AGCO reduz vendas em 2025 com demanda fraca por máquinas agrícolas
Com produtores investindo menos, a AGCO fechou 2025 com queda de 13,5% nas vendas líquidas e sinalizou um mercado ainda lento.
A AGCO fechou 2025 com queda de 13,5% nas vendas líquidas, para US$ 10,1 bilhões, apesar de uma leve alta no quarto trimestre. O resultado mostra que a demanda por máquinas agrícolas continua fraca em várias regiões, em um cenário de produtores mais cautelosos com investimentos.[1]
O que aconteceu
No último trimestre de 2025, a fabricante de máquinas agrícolas teve vendas de US$ 2,9 bilhões, alta de 1,1% sobre o mesmo período de 2024.[1] Mesmo assim, o avanço não compensou a perda acumulada no ano.
A maior pressão veio da América do Norte, principal mercado da companhia, onde as vendas recuaram 27,5% no ano, para US$ 1,6 bilhão.[1] A queda foi generalizada em outras regiões e confirmou um ambiente de retração para a indústria de máquinas.
A empresa também informou projeções mais conservadoras para 2026. A estimativa de lucro por ação ficou entre US$ 5,50 e US$ 6, já considerando efeitos tarifários, abaixo do resultado de 2024.[1]
Por que importa para o agro
A leitura da AGCO ajuda a medir o humor do mercado de máquinas. Quando o produtor adia compra de tratores, colheitadeiras e implementos, isso costuma refletir aperto de caixa, juros altos, margens menores ou incerteza sobre a próxima safra.[1]
Para o agro, isso significa crédito mais seletivo, negociação mais dura com concessionárias e possível desaceleração em renovação de frota. Em cadeia, a pressão pode atingir fabricantes, revendas, locadoras e fornecedores de componentes.
Dados e contexto
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Vendas líquidas em 2025 | **US$ 10,1 bilhões** |
| Variação anual | **-13,5%** |
| Vendas no 4º trimestre | **US$ 2,9 bilhões** |
| Variação no 4º trimestre | **+1,1%** |
| América do Norte em 2025 | **US$ 1,6 bilhão** |
| Variação na América do Norte | **-27,5%** |
| Lucro por ação projetado para 2026 | **US$ 5,50 a US$ 6** |
A companhia já havia mostrado perda de ritmo em 2024, quando fechou o ano com queda de 19,1% nas vendas líquidas, para US$ 11,7 bilhões.[3] A sequência de resultados reforça que a recuperação do setor não é rápida.[1][3]
O que observar daqui pra frente
O mercado vai acompanhar se a leve melhora do fim de 2025 vira tendência ou apenas ajuste pontual de trimestre. A evolução do crédito rural, das margens do produtor e da disposição para renovar máquinas será decisiva para 2026.[1]
Também pesa o efeito das tarifas citadas pela empresa e o comportamento da América do Norte, que segue como termômetro global do setor. Se a demanda não reagir, fabricantes podem manter produção mais contida e foco maior em controle de custos.[1]
Fontes
- Com produtores investindo menos, vendas da AGCO caem 13,5% em 2025 e seguem em marcha lenta - AgFeed
- AGCO fecha 2024 andando (bem) devagar – e ainda não vê condições para voltar a acelerar - AgFeed
- agfeed.com.br
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- br.investing.com
- economia.uol.com.br
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- finance.yahoo.com
- investors.agcocorp.com
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