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Agrishow 2026 registra queda de 22% no volume de negócios

Feira de tecnologia agrícola prospectou R$ 11,4 bilhões, 22% menos que em 2025, impactada por juros altos e guerra no Oriente Médio.

07 de maio de 2026 2 min de leitura
Agrishow 2026 registra queda de 22% no volume de negócios

A Agrishow 2026, maior feira de tecnologia agrícola do Brasil, prospectou R$ 11,4 bilhões em negócios, queda de 22% em relação aos R$ 14,6 bilhões de 2025. O resultado reflete juros altos e a guerra no Oriente Médio, que freiam investimentos no agro. Apesar disso, o evento recebeu 197 mil visitantes, igual ao ano anterior.

O que aconteceu

O anúncio veio na sexta-feira (1º/5), pela organização do evento em Ribeirão Preto (SP). Ruas da feira ficaram esvaziadas em vários momentos, sinal de cautela dos produtores.

A Abimaq confirma o cenário: vendas de máquinas e implementos caíram 20% no primeiro trimestre de 2026 no país. Fatores como Selic acima de 12% e instabilidade global pesaram nas decisões de compra.

O volume prospectado inclui negociações fechadas e futuras, mas o tom foi de retração geral no setor.

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Por que importa para o agro

Produtores rurais adiam renovações de frota e investimentos em precisão agrícola. Isso reduz eficiência operacional e competitividade em um ano de safra com margens apertadas.

Montadoras e revendas enfrentam estoques elevados, o que pode pressionar preços para baixo no curto prazo. A cadeia de suprimentos sente o impacto, com menor demanda por insumos ligados a novas máquinas.

Dados e contexto

Indicador20262025Variação
Negócios prospectadosR$ 11,4 biR$ 14,6 bi-22%
Visitantes197 mil197 mil0%
Vendas máquinas (1º tri)---20% (Abimaq)

A Abimaq aponta que o crédito rural encolheu 15% no período, segundo dados do Banco Central. Conab estima safra 2026/27 estável, mas com custos altos para o produtor.

O que observar daqui pra frente

Acompanhe cortes na Selic e desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que afetam preços de combustíveis e fertilizantes. Oportunidades surgem em leilões de máquinas usadas e financiamentos via Pronaf. Produtores devem priorizar tecnologias de baixo custo para mitigar riscos em 2026/27.

Fontes

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