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Agro precisa de união e planejamento para crescer

Artigo defende superar a polarização política e criar uma estratégia de Estado para ampliar a força do agronegócio brasileiro.

01 de novembro de 2026 4 min de leitura
Agro precisa de união e planejamento para crescer

A polarização política limita decisões estratégicas e dificulta a construção de um projeto de longo prazo para o Brasil. No agronegócio, a divisão reduz a capacidade de coordenação entre governo, empresas, produtores, cooperativas e instituições de pesquisa. O setor precisa transformar sua relevância econômica em uma agenda comum de crescimento, produtividade e agregação de valor.

O que aconteceu

A análise publicada pelo Canal Rural defende que o país supere o confronto permanente entre esquerda e direita. A proposta é colocar interesses nacionais acima das disputas ideológicas e ampliar o diálogo entre situação, oposição, setor público e iniciativa privada.

O texto também aponta a necessidade de um plano estratégico de Estado para o complexo do agronegócio. Entre as prioridades estão o fortalecimento do cooperativismo, a valorização da ciência e o uso de comunicação mais eficiente para aproximar a realidade do campo da sociedade.

A ideia central é que o crescimento do agro não dependa apenas de ciclos favoráveis de preços ou de safras recordes. O setor precisa de metas, infraestrutura, crédito, segurança jurídica, inovação e políticas estáveis.

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Por que importa para o agro

O produtor toma decisões com horizonte de vários anos. Investimentos em máquinas, irrigação, armazenagem, genética, recuperação de solo e integração produtiva não combinam com mudanças bruscas de regras ou conflitos institucionais constantes.

Um ambiente mais coordenado pode reduzir incertezas e melhorar a execução de políticas públicas. Também favorece a agregação de valor, a abertura de mercados e a expansão de modelos cooperativos, especialmente para pequenos e médios produtores.

A ciência tem papel decisivo nesse processo. Embrapa, universidades e empresas desenvolvem tecnologias capazes de elevar a produtividade e reduzir impactos ambientais. Sem comunicação clara, porém, esses avanços não chegam de forma adequada ao consumidor nem influenciam o debate público.

Dados e contexto

O agronegócio já representa uma parcela relevante da economia brasileira. Dados compilados pelo Ministério da Agricultura com base em IBGE e Cepea/USP indicam PIB de R$ 3,79 trilhões para o agronegócio em 2025, em estimativa divulgada pelo setor.

A agropecuária também ampliou sua participação no Produto Interno Bruto. O IBGE registrou valor acumulado de R$ 775,30 bilhões no quarto trimestre de 2025, contra R$ 677,58 bilhões no mesmo recorte de 2024.

Ponto estratégicoEfeito esperado
Planejamento de EstadoMais previsibilidade para investimentos
CooperativismoMaior escala e agregação de valor
Ciência e inovaçãoGanhos de produtividade e eficiência
Comunicação qualificadaMenos ruído entre campo e sociedade

A Conab acompanha a produção, os estoques e o abastecimento, enquanto o MAPA coordena políticas agrícolas e sanitárias. A integração entre essas instituições, governos estaduais, Congresso e setor privado é necessária para transformar crescimento pontual em desenvolvimento contínuo.

O que observar daqui pra frente

O principal risco é a manutenção da polarização como obstáculo à definição de prioridades. O setor deve acompanhar medidas sobre crédito, seguro rural, infraestrutura, comércio exterior, tributação e pesquisa. A oportunidade está em organizar uma agenda objetiva, com metas mensuráveis e cobrança pública de resultados, sem depender de alinhamento ideológico.

Fontes

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