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Alckmin volta a defender reforma tributária e critica sistema que afasta investimentos

Vice-presidente disse que o modelo atual encarece decisões de investimento e que a reforma pode dar mais eficiência à economia.

20 de junho de 2026 3 min de leitura
Alckmin volta a defender reforma tributária e critica sistema que afasta investimentos

Geraldo Alckmin voltou a defender a reforma tributária e afirmou que o modelo atual distorce decisões de investimento no Brasil. Para ele, a simplificação dos impostos deve melhorar a eficiência econômica e reduzir o peso do sistema sobre empresas e setores produtivos.

O que aconteceu

Alckmin declarou que o sistema tributário brasileiro ainda estimula escolhas pouco eficientes, porque empresas acabam levando em conta incentivos fiscais e não apenas produtividade, logística e mercado. A avaliação foi feita em meio à defesa pública da reforma aprovada pelo Congresso e em fase de implementação.[1][2]

O vice-presidente afirmou que a mudança deve substituir a lógica atual por um modelo mais simples, com menos distorções e menos cumulatividade. Segundo ele, isso tende a melhorar a alocação de capital e diminuir a influência da guerra fiscal entre estados.[1][3]

Em declarações recentes sobre o tema, Alckmin também citou projeções de crescimento de longo prazo para o PIB, investimentos e exportações com a reforma tributária. Os números usados por ele vêm de estudos apresentados pelo governo e por órgãos de pesquisa econômica.[2][3]

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Por que importa para o agro

Para o agronegócio, um sistema menos complexo pode significar menor custo de conformidade, mais previsibilidade e menos disputa tributária na cadeia. Isso afeta desde a compra de insumos até o processamento, o transporte e a exportação de alimentos e matérias-primas.

O setor também é sensível à localização de fábricas, armazéns e centrais logísticas. Se a decisão de investir deixar de depender tanto de incentivo fiscal, produtores e empresas podem ganhar em eficiência, mas também enfrentar ajustes de curto prazo na carga tributária e na operação entre estados.

Dados e contexto

IndicadorProjeção citada por AlckminFonte mencionada
PIB em 15 anos**+12%**Ipea / governo federal[3]
Investimentos em 15 anos**+14% a +20%**Ipea / declarações públicas[2][3]
Exportações em 15 anos**+12% a +17%**Ipea / declarações públicas[2][3]

A reforma tributária troca cinco tributos sobre consumo por um modelo com IVA dual, segundo explicações do governo. A promessa é reduzir cumulatividade, simplificar o recolhimento e dar mais eficiência à economia.[1][3]

No discurso oficial, a medida também é apresentada como forma de diminuir a guerra fiscal entre estados. Para o governo, isso deve fazer com que o capital busque produtividade real, e não apenas benefício tributário.[1][2]

O que observar daqui pra frente

A atenção agora recai sobre a regulamentação e a transição do novo sistema. Para o agro, o ponto central será entender como ficarão crédito tributário, apuração, logística interestadual e eventuais regimes específicos para insumos, alimentos e exportação.

Outro ponto é a velocidade de adaptação das empresas. Se a implementação avançar com pouca clareza ou muita exceção, o ganho prometido pode demorar. Se houver regra simples e estável, o setor pode ganhar previsibilidade para investir com menos risco fiscal.

Fontes

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