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Amanco conclui maior contrato de irrigação de sua história

Contrato amplia a atuação da Amanco no agronegócio e reforça a demanda por soluções de irrigação no Brasil.

24 de setembro de 2026 3 min de leitura
Amanco conclui maior contrato de irrigação de sua história

A Amanco Wavin concluiu o maior contrato de irrigação de sua história, ampliando a presença da companhia no agronegócio brasileiro. O acordo reforça a estratégia de transformar o setor agrícola em uma das principais frentes de crescimento da empresa.

O que aconteceu

O contrato envolve o fornecimento de soluções para um projeto de irrigação de grande escala. A empresa não informou, no material consultado, o valor total do acordo nem a área agrícola atendida.

A operação inclui sistemas, tubos e conexões destinados à condução e à distribuição de água. A iniciativa acompanha o avanço da agricultura irrigada e a busca dos produtores por maior previsibilidade de produção, especialmente em regiões sujeitas à irregularidade climática.

Para a Amanco, o agronegócio passou a ocupar posição estratégica no portfólio. A companhia avalia que a expansão da irrigação abre espaço para negócios ligados à eficiência hídrica, à produtividade e à modernização da infraestrutura rural.

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Por que importa para o agro

A irrigação permite reduzir a dependência das chuvas e ampliar o número de ciclos produtivos em determinadas regiões. Também pode diminuir perdas associadas a períodos de estiagem, desde que seja acompanhada por manejo adequado, licenciamento e disponibilidade de água.

Para o produtor, a adoção de sistemas de maior eficiência exige investimento elevado e planejamento de longo prazo. O retorno depende da cultura, do preço dos produtos, do custo da energia, da qualidade do projeto e da regularidade da oferta hídrica.

A expansão desse mercado movimenta fabricantes de equipamentos, empresas de engenharia, fornecedores de energia e prestadores de serviços especializados. Também aumenta a necessidade de capacitação para operar os sistemas e controlar o consumo de água.

Dados e contexto

  • A irrigação responde por 46% das retiradas de água em corpos hídricos no Brasil e por 67% do consumo, segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
  • O levantamento da Embrapa identificou 2.200.960 hectares irrigados por pivôs centrais e 33.846 equipamentos no país em 2024.
  • O estudo registrou o acréscimo de 140.842 hectares e de 3.807 pivôs em relação ao levantamento anterior.
  • O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional estima que o Brasil tenha cerca de 10 milhões de hectares equipados para irrigação, com potencial de expansão para até 55 milhões de hectares.
O avanço, porém, não depende apenas da oferta de equipamentos. A expansão precisa considerar outorga de uso da água, segurança energética, armazenagem, custos operacionais e impactos sobre as bacias hidrográficas.

O que observar daqui para frente

O desempenho do contrato será acompanhado pela capacidade de entregar eficiência e retorno ao produtor, e não apenas pela instalação da infraestrutura. Devem ganhar espaço projetos com automação, monitoramento remoto, fertirrigação e menor consumo de energia. A disponibilidade hídrica, as regras de outorga e o acesso ao crédito serão os principais fatores para acelerar ou limitar novos investimentos.

Fontes

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