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ANA aponta 213 barragens com atenção máxima em segurança em 19 estados

Relatório da ANA identifica 213 barragens com problemas de segurança e redução de fiscais, elevando o risco para irrigação, reservação de água e energia.

08 de julho de 2026 4 min de leitura
ANA aponta 213 barragens com atenção máxima em segurança em 19 estados

O novo Relatório de Segurança de Barragens da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) identifica 213 barragens prioritárias que exigem atenção imediata em termos de segurança, espalhadas por 19 estados. As estruturas apresentam problemas de conservação ou falhas no cumprimento das normas da Política Nacional de Segurança de Barragens, em um cenário de crescimento do número de barragens e redução de fiscais.

O que aconteceu

A ANA divulgou o Relatório de Segurança de Barragens (RSB) 2026, elaborado com base em dados de 2025 enviados por 33 órgãos fiscalizadores de segurança de barragens ativos no país.[1][6] O documento aponta 213 barragens classificadas como prioritárias para gestão da segurança, por apresentarem risco elevado devido a falhas estruturais, ausência de manutenção adequada ou não cumprimento de requisitos legais.[1]

O relatório também mostra aumento do cadastro nacional de barragens, que passou de 28.085 para 29.761 estruturas em 2025, uma alta de cerca de 6%.[3] Apesar do crescimento, houve redução no número de fiscais dedicados à segurança de barragens, ampliando a pressão sobre os órgãos responsáveis pela fiscalização e acompanhamento.[1][3]

Boa parte das barragens classificadas como prioritárias está associada a usos múltiplos da água, incluindo irrigação, abastecimento, geração de energia e contenção de rejeitos. A ANA reforça que essas estruturas demandam planos de ação emergencial, monitoramento contínuo e adequação imediata às exigências da Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei 12.334/2010).[1][6][8]

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Por que importa para o agro

Barragens são peças-chave para reservação de água para irrigação, dessedentação animal, abastecimento rural e apoio à produção de energia, sobretudo em regiões com maior variabilidade climática. A presença de 213 estruturas em condição crítica aumenta o risco de rompimentos, restrições de uso ou redução de volume útil, o que pode afetar diretamente a segurança hídrica de produtores e cooperativas.[1][3]

Para o agronegócio, um acidente ou a necessidade de limitar operação de barragens pode resultar em menor disponibilidade de água em períodos secos, revisão de projetos de irrigação e custos adicionais com fontes alternativas. Em áreas com forte dependência de reservatórios, o relatório da ANA funciona como um sinal claro de que empreendedores rurais e gestores de perímetros irrigados precisam acompanhar de perto a situação das estruturas que suportam sua produção.[1][6]

Dados e contexto

O RSB é publicado anualmente e é um dos principais instrumentos de monitoramento da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB).[1][6] Ele se baseia em informações consolidadas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), gerido pela ANA.[6][8]

Alguns números centrais do relatório:

  • 213 barragens classificadas como prioritárias para gestão da segurança em 19 estados[1]
  • 33 órgãos fiscalizadores ativos contribuindo com dados para o relatório[1]
  • Cadastro nacional de barragens passou de 28.085 para 29.761 estruturas em 2025 (+6%)[3]
  • Identificação de déficit de fiscais, com redução de equipes responsáveis pela segurança em vários órgãos[1][3]
IndicadorSituação em 2025

| Barragens cadastradas | 29.761 estruturas | | Crescimento anual do cadastro | Cerca de 6% | | Barragens prioritárias | 213 | | Estados com barragens críticas | 19 |

A ANA também utiliza o relatório para avaliar o estágio de implementação da PNSB, apontar fragilidades nos planos de segurança e orientar ações de fiscalização e apoio técnico. O documento é referência para governos estaduais, órgãos setoriais e empreendedores que operam barragens ligadas a irrigação, abastecimento e geração de energia.[1][4][6]

O que observar daqui pra frente

Produtores e gestores do agro devem monitorar se barragens que atendem seus projetos aparecem na lista de estruturas prioritárias da ANA, e buscar informações junto aos órgãos estaduais de recursos hídricos. Mudanças em regras de operação, exigência de obras de reforço ou planos de emergência podem alterar a disponibilidade de água e os custos de produção. O relatório indica que segurança de barragens tende a ganhar peso na agenda regulatória, o que exige planejamento mais atento em áreas irrigadas e projetos que dependem de reservatórios.

Fontes

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