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Aneel aprova reajuste médio de 22,47% nas tarifas da Cocel no Paraná

Tarifas de energia da Cocel sobem em média 22,47% a partir de 29 de junho, com impacto direto em produtores rurais e agroindústrias de Campo Largo (PR).

30 de junho de 2026 4 min de leitura
Aneel aprova reajuste médio de 22,47% nas tarifas da Cocel no Paraná

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o Reajuste Tarifário Anual de 2025 da Companhia Campolarguense de Energia (Cocel), com aumento médio de 22,47% nas contas de luz em Campo Largo (PR), válido a partir de 29 de junho de 2025.[2][1] O movimento pressiona o custo de produção de produtores rurais e agroindústrias atendidos pela concessionária.

O que aconteceu

A Aneel autorizou o novo patamar tarifário da Cocel, que atende cerca de 57 mil unidades consumidoras em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba.[4] O reajuste é diferente por grupo de tensão: consumidores em baixa tensão terão efeito médio de 21,44%, enquanto a alta tensão sobe 24,57%.[2][1]

Para o grupo residencial B1, a Aneel indica reajuste de 21,32%, impactando famílias e pequenos negócios urbanos e rurais que usam energia em baixa tensão.[2] O aumento entra em vigor em 29 de junho e passa a valer para todo o ciclo de faturamento subsequente.[2]

Segundo a Aneel, o reajuste reflete custos de compra de energia, transmissão, encargos setoriais e tributos, além da recomposição financeira da distribuidora.[2] Esses componentes pesam diretamente na tarifa final paga pelos consumidores.

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Por que importa para o agro

Produtores rurais que usam energia para irrigação, armazenamento refrigerado, secagem de grãos, ordenha mecânica e automação em granjas tendem a sentir a alta de forma imediata na estrutura de custos. Agroindústrias de processamento de leite, aves, suínos e grãos atendidas em alta tensão enfrentam aumento acima da média, de 24,57%, elevando despesas fixas em um cenário de margens pressionadas.[2][1]

Com energia mais cara, projetos de expansão, mecanização e digitalização no campo ficam mais sensíveis à conta de luz. Em propriedades que já operam no limite financeiro, o reajuste pode acelerar a busca por eficiência energética, geração própria (solar fotovoltaica) e renegociação de contratos com cooperativas e indústrias integradoras.

Dados e contexto

Aneel detalhou os principais índices para a Cocel em 2025:[2][1]

Grupo de consumoReajuste médio
Baixa tensão (média)**21,44%**
Alta tensão (média)**24,57%**
Efeito médio total**22,47%**
Residencial B1**21,32%**

Nos últimos anos, distribuidoras paranaenses registraram movimentos distintos, com períodos de redução média nas tarifas e, mais recentemente, ajustes positivos.[4][6][7] No caso da Cocel, a empresa já havia divulgado em anos anteriores que impostos e encargos representavam mais de metade do valor da fatura, mostrando o peso de tributos como ICMS na composição da conta.[5]

Para o agro, a energia elétrica compõe a estrutura de custo junto com diesel, fertilizantes, defensivos e mão de obra. Em sistemas irrigados, a participação da energia pode chegar a dois dígitos no custo operacional, tornando qualquer reajuste um ponto relevante na gestão da fazenda.

O reajuste ocorre em um ambiente de maior atenção à competitividade do agronegócio brasileiro, em que produtores monitoram não só preços de commodities, mas também insumos vinculados à infraestrutura, como energia e logística.

O que observar daqui pra frente

Produtores e agroindústrias atendidos pela Cocel devem revisar contratos, rotinas de uso de energia e investimentos em eficiência e geração própria, especialmente em alta tensão. Acompanhamento de novos reajustes da Aneel, eventual mudança de perfil de consumo (migração para mercado livre, quando possível) e programas de incentivo à eficiência energética serão pontos-chave para conter o impacto da tarifa na rentabilidade das atividades agropecuárias.

Fontes

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